A unidade de controle de zoonoses de Campo Grande enfrenta questionamentos sobre procedimentos adotados na instituição. Protetores independentes e entidades da sociedade civil protocolaram um pedido de auditoria técnica e independente na CCZ, solicitando a apuração de procedimentos adotados pela unidade, principalmente em relação a critérios de eutanásia de animais, registros clínicos e transparência administrativa.
O documento foi encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde no dia 28 de janeiro e tem como base leis que garantem o direito à informação e a proteção animal, além de normas federais que regulamentam a eutanásia em centros de zoonoses. O objetivo, de acordo com o grupo, é verificar se os procedimentos estão em conformidade com a legislação e com os princípios da administração pública.
Entre os pontos solicitados estão a realização de auditoria independente, análise administrativa das práticas adotadas, acesso a documentos e registros clínicos e a preservação de imagens institucionais. O documento também menciona ocorrências registradas nos dias 20 e 21 de janeiro envolvendo a entrada de animais na unidade e a destinação dada a eles, defendendo a necessidade de verificação técnica dos casos.
Paralelamente ao protocolo, foi iniciado um abaixo-assinado com meta de 20 mil assinaturas para reforçar o que os organizadores chamam de controle social e demonstrar interesse público na apuração. Em nota, representantes do movimento afirmaram que a iniciativa não tem caráter acusatório, mas busca garantir transparência e segurança jurídica.
O pedido também sugere que a auditoria tenha acompanhamento de órgãos como o Ministério Público Estadual, a Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais) e uma comissão parlamentar da Câmara Municipal, com participação da sociedade civil.
A prefeitura ainda não respondeu a um pedido de comentário sobre o assunto.



