Os Estados Unidos planejam iniciar “muito em breve” operações terrestres contra suspeitos de tráfico de drogas provenientes da Venezuela. A declaração foi feita pelo presidente durante uma videoconferência com militares. Segundo o presidente, muitos traficantes estariam mudando suas rotas, antes marítimas, para o transporte terrestre, tornando a interceptação por terra “mais fácil”.
Em tom de advertência, o presidente declarou: “Nós avisamos: parem de mandar veneno para o nosso país.”
Desde setembro de 2025, os EUA têm realizado ataques contra embarcações suspeitas de transportar drogas da Venezuela para os Estados Unidos. A ofensiva marítima, parte da Operation Southern Spear, utiliza navios e vigilância para conter o tráfico de drogas no Caribe. Autoridades americanas afirmam que essas ações reduziram o fluxo de drogas por via marítima, o que justificaria a mudança para operações terrestres.
A expansão para operações terrestres representa uma mudança significativa na estratégia antidrogas dos EUA, que historicamente não envolviam ameaças diretas a atores fora de território americano de forma tão aberta. Há indícios de que os EUA se preparam para uma “nova fase” de operações relacionadas à Venezuela, o que levanta questões sobre sua extensão, alvos e possíveis consequências.
A medida aumenta o risco de confrontos em solo venezuelano ou nas fronteiras, além de potenciais implicações diplomáticas e humanitárias, incluindo o envolvimento de civis, migração de refugiados e instabilidade regional.
A ofensiva dos EUA ocorre em um momento de tensão com o governo venezuelano, especialmente após a designação de organizações criminosas venezuelanas como grupos terroristas. A presença de grupos navais dos EUA no Caribe, o aumento de alertas internacionais e o corte de rotas aéreas e marítimas envolvendo a Venezuela indicam uma escalada na tensão regional.
Até o momento, não há detalhes sobre os planos para as operações terrestres, incluindo locais, alvos específicos e fundamento legal para as ações em território estrangeiro. Há controvérsia sobre a legitimidade dos ataques anteriores, com questionamentos sobre a confirmação independente de que todas as embarcações atacadas transportavam drogas.





