Luiz Batista Fernandes, um comerciante respeitado Na Vila Popular, foi velado em um bar de esquina que se tornou seu refúgio durante os últimos anos de sua vida. O estabelecimento, localizado na Rua Luiz Bento, foi o local escolhido para a despedida do homem de 70 anos, que faleceu em função de um câncer de garganta. Passando seus últimos momentos no bar, onde também residia, Luiz transformou o local em uma nova fase após sua aposentadoria, interagindo com amigos e vizinhos.
O filho de Luiz, Liuvando de Oliveira Felix, de 44 anos, destacou a importância do bar na vida do pai. Para ele, não havia lugar mais significativo para realizar o velório. “Ele era do barzinho dele”, afirmou, refletindo sobre como Luiz fez do espaço uma extensão de sua casa. Nascido em São Paulo e criado em Campo Grande, Luiz construiu sua história e criou sua família na região, onde deixou um legado afetivo.
Com três filhos, incluindo Liuvando e duas irmãs, Luiz também era bisavô no momento de seu falecimento. Sua presença marcante na comunidade fez com que muitos o conhecessem ao longo dos anos. Evaldo Borges de Carvalho, um dos amigos de Luiz, com 69 anos, relatou que o conhecia há cerca de 10 anos e que sua popularidade Na Vila Popular era inegável. “Todo mundo gostava dele na redondeza”, disse Evaldo, ressaltando a conexão que Luiz tinha com os moradores.
A decisão de realizar o velório no bar foi influenciada pela proximidade que Luiz mantinha com a comunidade local. A família acreditou que essa seria a melhor forma de permitir que mais pessoas se despedissem dele. “Se fosse velar longe não tinha como o pessoal ir”, explicou Evaldo, enfatizando a importância de que os amigos estivessem presentes na despedida.
Inicialmente, houve a intenção de realizar o velório em um salão da igreja com a qual Luiz tinha laços. No entanto, a localização dificultaria a presença dos amigos que conviveram com ele por tantos anos. “O bar acabou sendo a melhor escolha”, ressaltou Liuvando, refletindo sobre o ambiente que Luiz tanto amava. Mesmo debilitado pela doença, Luiz esteve ativo no bar até seus últimos dias de vida. "Ele era uma pessoa boa, sempre foi uma pessoa boa", concluiu o filho, relembrando a generosidade e o carinho que o pai dedicava aos outros.






