USDA mantém produção mundial de trigo em 822 milhões de toneladas

As cotações internacionais do trigo caíram na semana encerrada em 15 de outubro, depois da divulgação de novas estimativas de oferta e demanda pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na Bolsa de Chicago, o primeiro contrato negociado terminou a quinta-feira a US$ 6,70 por bushel, abaixo dos US$ 6,83 da semana anterior.

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o relatório apresentado em 9 de outubro contrariou as expectativas de redução da produção e dos estoques norte-americanos. A safra dos Estados Unidos foi estimada em 41,7 milhões de toneladas para 2026/27, enquanto os estoques finais do país foram projetados em 20,1 milhões de toneladas. No cenário global, a produção mundial foi mantida em 822,4 milhões de toneladas e os estoques finais permaneceram em 276 milhões de toneladas.

Durante a semana, o trigo chegou a ser negociado a US$ 6,69 por bushel em 13 de outubro, antes de fechar o dia 15 a US$ 6,70, conforme o boletim da CEEMA. Em paralelo, os agricultores norte-americanos avançavam com o plantio do trigo de inverno: até 11 de outubro, a semeadura havia atingido 51% da área prevista, contra 36% na semana anterior. O ritmo ficou abaixo da média dos últimos cinco anos, de 58%.

A germinação das lavouras também evoluiu, passando de 16% para 27% da área, mas seguiu abaixo da média histórica de 32%. O USDA informou que a interrupção do financiamento federal em outubro e novembro de 2025 provocou o cancelamento de relatórios naquele período, e por isso a média histórica considera dados publicados entre 2021 e 2024 e estimativas referentes a 2025.

No comércio exterior, os embarques semanais de trigo dos Estados Unidos somaram 305 mil toneladas na semana encerrada em 8 de outubro, dentro das expectativas do mercado. No acumulado do atual ano comercial, as exportações embarcadas alcançaram 6,98 milhões de toneladas, volume inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. O desenvolvimento das lavouras e o desempenho das exportações seguem como referência para as negociações.

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