O Consórcio Caminhos da Celulose, composto por um grupo de empresas, finalizou a entrega da documentação necessária para ser confirmado como o vencedor do leilão da Rota da Celulose. A formalidade representa um passo crucial no processo, porém, a confirmação ainda depende da análise jurídica do Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) do governo estadual.
O projeto da Rota da Celulose, idealizado para otimizar o escoamento da produção na região leste, abrange trechos das rodovias federais BR-262 e BR-267, além das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395. No total, a iniciativa envolve 870 quilômetros de extensão e um investimento estimado em R$ 10,1 bilhões ao longo de 30 anos.
As obras previstas englobam 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais e 38 km de contornos urbanos, entre outras melhorias.
O leilão, realizado em maio na B3, já havia passado por questionamentos. Um consórcio concorrente, K&G, teve sua documentação inabilitada e contestou a decisão, paralisando o processo. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) confirmou a inabilitação do Consórcio K&G Rota da Celulose.
A Rota da Celulose pode enfrentar judicialização, conforme indicam declarações do Consórcio K&G, que pretende recorrer à Justiça comum após a negativa de seu recurso administrativo. Esse cenário pode impactar a assinatura do contrato com o Consórcio Caminhos da Celulose.
O governo do Estado, embora cauteloso, expressa a intenção de iniciar o projeto ainda este ano. A previsão inicial, feita em maio, era de que a assinatura do contrato ocorresse em 60 dias, mas os recursos administrativos atrasaram o cronograma.






