Em um mercado dinâmico, a liderança moderna exige mais do que gestão de planilhas. Líderes eficazes entendem a empresa como um sistema vivo, antecipando conflitos e o esgotamento emocional das equipes.
Dados recentes do Ministério de Previdência Social revelam que o Brasil registrou, em 2024, o maior número de afastamentos por transtornos mentais da década, com 472 mil licenças concedidas – um aumento de 67% em relação ao ano anterior. A saúde mental no trabalho se tornou uma questão estratégica e um desafio para as empresas, que, a partir de maio, deverão identificar riscos psicossociais e implementar medidas para a saúde mental dos profissionais.
Uma especialista em Constelação Organizacional e Pensamento Sistêmico Corporativo, Vann Porath, destaca a importância de cuidar da saúde mental dos líderes para que os demais se sintam seguros e eficientes. Segundo ela, a empresa funciona como um sistema interligado, onde cada peça tem sua relevância.
Para Porath, entender as dinâmicas do sistema promove resultados e um ambiente de trabalho saudável. Ela também é fundadora de um instituto terapêutico, que em breve terá uma sede na Europa para promover a saúde mental nas empresas globalmente. A especialista integra corpo, ancestralidade, emoções e sistemas, resultando em desenvolvimento no meio empresarial.
A especialista, que atua em diversas empresas, identificou padrões que impedem o desenvolvimento corporativo. Ela lista os cinco erros mais comuns cometidos por empresários e líderes:
1. Não conhecer o próprio lugar: Liderar como “amigo” ou centralizar decisões confunde papéis, enfraquece a hierarquia e prejudica resultados. O líder deve ser uma referência.
2. Excluir pessoas ou áreas: Ignorar setores ou colaboradores gera sabotagem e paralisa a prosperidade. Valorizar o pertencimento e reconhecer contribuições é crucial.
3. Desequilibrar as trocas: A falta de equilíbrio entre feedback e cobrança gera desgaste. É preciso reconhecer esforços de forma sincera e contínua.
4. Adotar um olhar desumano: Medir o sucesso apenas por metas ignora as relações humanas, base do desempenho. O vínculo mantém o sistema vivo, e os colaboradores precisam se sentir parte da empresa.
5. Não aplicar o pensamento sistêmico em si: Um líder que não acredita no que faz não inspira confiança. Exigir mudanças da equipe sem se autoavaliar repete padrões que prejudicam a empresa. A mudança do líder transforma o sistema.





