O Mato Grosso do Sul, impulsionado pela forte indústria de celulose, almeja transformar sua economia, mirando em um futuro como “Vale do Silício Pantaneiro” nos próximos cinco anos. Atualmente, o setor de papel e celulose representa 10,7% do PIB estadual, um crescimento significativo que, no entanto, apresenta limitações para o desenvolvimento a longo prazo.
Apesar da forte presença no agronegócio, o estado já demonstra potencial em inovação, com um ecossistema em crescimento que abriga 595 startups. Para concretizar a visão de um polo tecnológico, algumas estratégias-chave são propostas, buscando alinhar as vocações regionais com as melhores práticas de polos tecnológicos brasileiros.
Uma das principais apostas é o fortalecimento do agronegócio através da tecnologia. O objetivo é posicionar o Mato Grosso do Sul como líder em tecnologias para um agronegócio sustentável e bioeconomia, convertendo a expertise local em vantagem competitiva no mercado de tecnologia. Para isso, propõe-se a criação de um Centro de Inovação em Agrotecnologia e Bioeconomia, um espaço físico e digital para conectar startups, produtores rurais, universidades e investidores, fomentando a pesquisa e o desenvolvimento de soluções para desafios específicos do setor.
Além disso, serão lançados programas de aceleração temáticos, focados nas necessidades do agronegócio local, como pecuária de corte, produção de grãos e a indústria de celulose, buscando otimização e sustentabilidade. O incentivo à adoção de tecnologias como IoT, drones e análise de dados nas fazendas, através de linhas de crédito e programas de capacitação, também é prioridade. Soma-se a isso o investimento em capital humano, com bolsas para atrair e reter talentos de alto nível para o estado.
A governança é outro ponto crucial, buscando um modelo colaborativo entre poder público, setor privado e academia, a exemplo dos polos de Recife e Florianópolis. A criação do “Instituto MS Tech”, uma organização social com autonomia e governança compartilhada, é proposta para gerir o polo tecnológico, atrair investimentos e articular o ecossistema. Revisão e ampliação dos incentivos fiscais e a regulamentação do Marco Legal da Inovação Estadual também são consideradas medidas importantes.
Para garantir o sucesso da iniciativa, o estado também busca investir em capital humano, através do programa “Residência Tecnológica Pantaneira”, em parceria com universidades locais, e bolsas de estudo em áreas estratégicas. Uma campanha de atração de talentos, divulgando as oportunidades e a qualidade de vida no Mato Grosso do Sul, também é planejada.
Por fim, é fundamental garantir uma infraestrutura de conectividade robusta e acessível em todo o território, com a expansão da fibra ótica e a implementação do 5G nas zonas rurais. A criação de distritos de inovação em cidades estratégicas também é considerada uma ação importante.






