O encontro agendado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promete ser abrangente, sem “assuntos proibidos” na pauta, conforme declarações do presidente em exercício, Geraldo Alckmin. A reunião, prevista para ocorrer neste domingo na Malásia, à margem de encontros com líderes da Asean, marca o primeiro diálogo oficial entre os dois líderes após recentes tensões comerciais.
Além das questões tarifárias, que certamente estarão em discussão, Alckmin apontou que temas como o desenvolvimento de data centers, a exploração de terras raras e outras áreas de cooperação econômica deverão ser abordados. Ele expressou otimismo em relação ao encontro, descrevendo-o como uma oportunidade para aprofundar as relações entre Brasil e Estados Unidos, que, segundo ele, possuem um potencial de crescimento ainda inexplorado.
Alckmin enfatizou que Lula deixou claro que todos os temas estão abertos à discussão. Ele lembrou que o Brasil pratica tarifas relativamente baixas em relação aos Estados Unidos, com grande parte dos produtos exportados isentos de tarifas e uma média geral de apenas 2,7%. A agenda também incluirá discussões sobre barreiras não tarifárias.
O presidente em exercício destacou as vantagens comparativas do Brasil em setores como o de data centers. A recente Medida Provisória do Redata, que oferece incentivos fiscais para atrair esses centros, combinada com a disponibilidade de energia abundante e renovável, coloca o país em uma posição vantajosa.
Alckmin também mencionou o longo histórico de parceria entre Brasil e EUA, que se estende por mais de dois séculos e envolve a atuação de cerca de 4 mil empresas americanas no País. Apesar de China e União Europeia serem os principais destinos das exportações brasileiras, os Estados Unidos importam bens de maior valor agregado, o que torna a relação comercial particularmente estratégica.
Ele citou avanços recentes nas negociações comerciais, como a eliminação da tarifa sobre a celulose e a redução na alíquota de madeira serrada e macia, além de cortes em tarifas sobre móveis e armários. Segundo Alckmin, essas medidas demonstram o compromisso de ambos os países em expandir a cooperação bilateral.
Em outro momento, Alckmin comentou sobre a tentativa de golpe articulada no Brasil e a importância de fortalecer a democracia e a justiça.






