Campo Grande intensificou a vacinação contra a raiva em cães e gatos, aplicando cerca de 600 doses por dia desde o início de agosto. A ação ocorre após a identificação de dez morcegos infectados com o vírus da raiva em nove bairros da cidade: São Francisco (2 casos), Centro, Jardim Ouro Preto, Carandá Bosque, Aero Rancho, Jardim Veraneio, Jardim Columbia, Vila Jacy e Vila Planalto.
Apesar do número de morcegos infectados representar apenas 1,6% do total de 620 morcegos capturados pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) neste ano, a medida visa proteger animais domésticos e, consequentemente, a população humana.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que, desde o dia 4 de agosto, já foram vacinados 34.310 cães e 14.391 gatos. A campanha prioriza visitas domiciliares, com equipes percorrendo as residências para aplicar a vacina. Tutores que não estiverem presentes no momento da visita podem levar seus animais diretamente à sede do CCZ, na Avenida Senador Filinto Müller, nº 1601, Vila Ipiranga.
Veterinários reforçam a importância da vacinação para prevenir a raiva e outras doenças virais que afetam a qualidade de vida e longevidade dos animais de estimação.
Mato Grosso do Sul não registra casos de raiva em humanos há dez anos. O último caso no país foi em 2015, em Corumbá, quando um homem foi mordido por um cão infectado e faleceu após complicações.
A raiva é uma doença grave que afeta mamíferos, incluindo humanos. A transmissão ocorre através da saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou lambidas. Os sintomas iniciais incluem náuseas, mal-estar, dor de cabeça e irritabilidade, podendo evoluir para delírios, convulsões e espasmos musculares. A doença é quase sempre fatal.
A vacinação antirrábica para cães e gatos é gratuita na rede pública, sendo considerada essencial para a prevenção da doença em humanos. Profissionais com alto grau de exposição a animais, como veterinários e biólogos, também são aconselhados a se vacinarem como medida preventiva.






