Uma operação conjunta entre os governos dos Estados Unidos e do México tem como alvo uma rede internacional de lavagem de dinheiro ligada ao narcotráfico. A ação, que visa o Hysa Organized Crime Group (HOCG), foi anunciada nesta quinta-feira pelo Departamento do Tesouro americano. Suspeita-se que o grupo utilize cassinos, restaurantes e outras empresas no México, Canadá e Europa para movimentar recursos ilícitos, operando em áreas influenciadas pelo Cartel de Sinaloa.
A operação inclui sanções do Office of Foreign Assets Control (OFAC) contra 27 indivíduos e entidades, além de uma proposta do Financial Crimes Enforcement Network (FinCEN) para restringir o acesso de dez cassinos mexicanos ao sistema bancário dos EUA.
O HOCG, segundo autoridades americanas, é liderado por membros da família Hysa, incluindo Luftar Hysa, Arben Hysa, Ramiz Hysa, Fatos Hysa e Fabjon Hysa. O grupo supostamente lava dinheiro do tráfico de drogas por meio de investimentos em diversos setores, como cassinos, restaurantes, logística, petróleo, alimentos e entretenimento, com operações principais no México e ramificações na Europa e Canadá.
O esquema envolveria o envio de grandes somas em dinheiro do México para os EUA, o uso de uma empresa americana para processar fundos ilegais e a utilização de uma entidade europeia para transações financeiras, com a participação de terceiros na administração das empresas.
As sanções da OFAC atingem 27 indivíduos e entidades, incluindo os cinco membros da família Hysa e colaboradores como Gilberto Lopez e Eselda Baku. Mais de 15 empresas no México estão na mira, como Entretenimiento Palmero S.A. de C.V., Diversiones Los Mochis S.A. de C.V. e H Hidrocarburos S.A. de C.V., além de empresas no Canadá e Polônia.
As sanções acarretam o congelamento de bens nos EUA e a proibição de transações com empresas ou cidadãos americanos. Empresas estrangeiras que mantiverem laços financeiros com os alvos também podem sofrer sanções secundárias.
O FinCEN propôs classificar as transações relacionadas a dez cassinos no México como de alto risco, proibindo bancos americanos de manter contas que processem transações envolvendo esses estabelecimentos e exigindo medidas rigorosas para impedir o uso de instituições financeiras dos EUA em transações ligadas aos cassinos. Os cassinos citados incluem Emine Casino, Casino Mirage e Midas Casino, entre outros.
O Tesouro americano declarou que todos os ativos das entidades sancionadas nos EUA serão bloqueados, e empresas com 50% ou mais de participação de indivíduos sancionados também estão bloqueadas. Instituições financeiras estrangeiras que facilitarem transações significativas para os sancionados podem ter seu acesso ao sistema bancário americano restrito, e violações podem resultar em penalidades civis ou criminais. A ação ocorre após encontros entre autoridades dos EUA e do México focados no combate ao narcotráfico, lavagem de dinheiro e uso do setor de jogos por grupos criminosos.





