Mato Grosso do Sul se destaca no cenário nacional como um exemplo de agricultura sustentável, com um estudo recente revelando que a maior parte da sua produção de soja não está ligada ao desmatamento recente. A pesquisa, que analisou 74 milhões de hectares no Centro-Oeste, revelou que, em Mato Grosso do Sul, 90,3% da produção de soja expandiu-se em áreas agrícolas já estabelecidas, sem sobreposição com áreas desmatadas a partir de 2019.
O estudo, baseado em mais de 111 mil registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e dados do sistema Prodes do Inpe, detalha a situação em três estados produtores: Mato Grosso (42 milhões de hectares), Mato Grosso do Sul (19 milhões de hectares) e Goiás (13 milhões de hectares). A análise, que monitora padrões de uso do solo, abrange quase 80 milhões de hectares diariamente, utilizando uma solução geoespacial.
A pesquisa indica uma intensificação sustentável da produção, aproveitando o uso eficiente da terra, especialmente no Cerrado sul-mato-grossense. A aplicação de tecnologia e o cumprimento de exigências socioambientais contribuem para esse cenário positivo.
Além disso, o estudo revelou que, na Amazônia Legal, 90,84% das áreas de soja estão em conformidade socioambiental desde 2019. As áreas com indício de desmatamento representam apenas 9,16% do total monitorado. Parte dessas áreas pode ter Autorização de Supressão de Vegetação (ASV), o que indica que a conformidade real tende a ser ainda maior.
Essa demonstração de compromisso com a sustentabilidade coloca Mato Grosso do Sul em posição de destaque no mercado externo, onde compradores, principalmente asiáticos, valorizam a eficiência logística e a conformidade ambiental na compra de grãos. A origem dos produtos, com baixo risco de abertura de novas áreas nativas, é cada vez mais um fator determinante nas negociações.





