Nasry Asfura, candidato de direita com apoio de Donald Trump, está à frente na apuração da eleição presidencial em Honduras. A disputa ocorre em um contexto de incertezas sobre a continuidade da ajuda dos Estados Unidos ao país.
Asfura, ex-prefeito de Tegucigalpa, acumula 40,5% dos votos, superando por uma margem de 1,5 ponto percentual o também candidato de direita Salvador Nasralla, de acordo com dados parciais divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) após a votação de domingo.
A advogada de esquerda Rixi Moncada, do partido governista Livre, figura em terceiro lugar, com uma diferença superior a 20 pontos percentuais. Moncada manifestou que só reconhecerá os resultados após a conclusão da apuração total, um processo que pode levar vários dias.
Com apenas 42,65% das urnas apuradas até o momento, Nasralla, um apresentador de televisão de 72 anos filiado ao Partido Liberal, expressou confiança em uma possível reviravolta no resultado. Analistas políticos ressaltam a dificuldade de determinar um vencedor definitivo com os dados disponíveis.
A eleição ocorre em um país com histórico de instabilidade política e alegações de fraudes eleitorais. Os eleitores hondurenhos enfrentam a decisão de manter o atual governo de esquerda ou seguir o exemplo de outros países da América Latina.
Aproximadamente 6,5 milhões de hondurenhos estavam aptos a votar para escolher o sucessor da presidente Xiomara Castro, além de deputados e prefeitos para mandatos de quatro anos. O CNE ainda não divulgou os números referentes à participação eleitoral.
A votação transcorreu de forma pacífica, segundo observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA). O governo dos Estados Unidos acompanha de perto o processo eleitoral.
Asfura busca a presidência pela segunda vez, após ser derrotado por Castro em 2021. Trump manifestou apoio a Asfura, descrevendo-o como um “verdadeiro amigo da liberdade” e alertando que uma eventual derrota poderia colocar Honduras sob a influência do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Os desafios que aguardam o próximo governo incluem a pobreza, a violência, a corrupção e o narcotráfico, questões que dominaram pouco o debate durante a campanha eleitoral. Honduras enfrenta uma alta taxa de pobreza e depende fortemente das remessas enviadas por migrantes.






