Após um longo período sem mandato, Maurício Picarelli retorna ao cenário político com a candidatura a deputado federal pelo PRD. O ex-parlamentar protocolou seu pedido de registro junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), onde figura no edital de registro coletivo da Federação Renovação Solidária, formada pelo PRD e pelo Solidariedade. Picarelli usará o número 2525 na disputa, e sua candidatura ainda será avaliada pela Justiça Eleitoral.
O edital publicado estabelece um prazo de cinco dias para que candidatos, partidos, federações, coligações e o Ministério Público Eleitoral possam apresentar impugnações. Durante esse mesmo período, cidadãos com direitos políticos também podem informar possíveis causas de inelegibilidade. Essa nova tentativa de Picarelli representa uma mudança significativa em sua trajetória, que foi majoritariamente pautada por sua atuação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).
Com uma carreira que abrange mais de três décadas, Picarelli busca agora transferir seu capital político para uma disputa em nível federal. Ele já foi deputado estadual em oito mandatos consecutivos, sendo reeleito em 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014, totalizando 32 anos de atuação. Picarelli ganhou notoriedade antes de ingressar na política, atuando como jornalista, radialista e apresentador de televisão, o que lhe conferiu visibilidade e facilitou sua primeira eleição.
Um marco em sua carreira política ocorreu em 1994, quando ele se destacou como o candidato a deputado estadual mais votado em todo o estado. Durante seu tempo na Alems, Picarelli também ocupou cargos de liderança, como a vice-presidência e a Corregedoria-Geral da Casa. Agora, busca a oportunidade de atuar no Congresso Nacional, onde poderá assumir, pela primeira vez, uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Além de Picarelli, a Federação Renovação Solidária apresentou outros nomes na disputa, como Adriano Lima, Eleandra Pachuki, Jardelino Bahia, Juvenal Ferreira, Luciana Mendonça, Cesar Alves, Rebeca Costa e Sergio Fahed. A federação também está participando da corrida por cargos majoritários em Mato Grosso do Sul, lançando o ex-senador Delcídio do Amaral para o Governo do Estado e Sidney Vargas como candidato ao Senado.
Com o retorno de Picarelli, a chapa aposta na força de um nome conhecido entre os eleitores sul-mato-grossenses, que já passou por oito eleições para a Assembleia. O desafio será converter a notoriedade construída ao longo dos anos em votos suficientes para garantir uma das oito vagas que Mato Grosso do Sul possui na Câmara dos Deputados.






