Disputa Aquece Leilão de Hospital Regional: Maior Concorrência Desde BR-163

Cinco empresas disputarão a parceria público-privada (PPP) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), marcando a maior concorrência para leilões estaduais em mais de uma década. O prazo para entrega de propostas encerrou ontem, confirmando o acirrado interesse no projeto.

A última vez que o Estado viu um leilão com tamanha disputa foi em 2014, quando a então CCR, hoje Motiva, superou cinco concorrentes para concessão do trecho sul da BR-163. Na ocasião, a empresa ofereceu um deságio de 52,74% sobre a tarifa teto de pedágio, fixada em R$ 0,0927 por quilômetro.

Desde então, outras licitações públicas ocorreram, como a da MS-306, vencida pela Way Brasil em 2019, e a da MS-112 e trechos das BR-158 e BR-436, também conquistada pela Way Brasil em 2022. Em 2020, a Aegea Saneamento superou três consórcios na disputa pela PPP da Sanesul, visando a universalização do sistema de esgotamento sanitário. Dois anos depois, a Concessionária Sonda venceu o leilão da Infovia Digital. Mais recentemente, quatro empresas concorreram pela concessão da Rota da Celulose.

A sessão de lances para o HRMS será realizada na quinta-feira, na Bolsa de Valores de São Paulo, a partir das 13h (horário local). A empresa vencedora será aquela que apresentar a menor proposta de contraprestação pública máxima, limitada a R$ 5,6 bilhões em 30 anos. Somente as empresas com propostas até 10% superiores ao valor da melhor classificada serão convocadas para a fase de leilão.

O projeto prevê que o parceiro privado assuma a gestão dos serviços não assistenciais do hospital pelos próximos 30 anos, com um investimento previsto de R$ 5,6 bilhões. O Estado permanecerá responsável pela assistência médica, regulação e fiscalização.

Quase R$ 1 bilhão (R$ 954,14 milhões) será investido na criação de novos leitos e na construção de um novo prédio, elevando a capacidade para 132 mil atendimentos anuais e quase dobrando o número de leitos. O parceiro privado será responsável pela ampliação, manutenção predial e gestão interna, enquanto o Estado cuidará do atendimento médico e demais serviços assistenciais.

Após a conclusão das obras, a área construída do hospital passará de 37.000 m² para 71.000 m², e o número de leitos aumentará de 362 para 577. O estacionamento também será ampliado para 753 vagas. O hospital continuará sendo público, com atendimento SUS 100% gratuito e gestão assistencial estadual.

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