A Venezuela incorporou 5.600 novos soldados às suas Forças Armadas neste sábado, em um contexto de crescentes tensões com os Estados Unidos. A medida ocorre após o envio, em agosto, de uma frota militar americana ao Caribe, que incluiu um porta-aviões.
Oficiais venezuelanos descreveram os novos recrutas como “combatentes revolucionários, socialistas” e “profundamente chavistas”, treinados em “resistência revolucionária”. Segundo o governo, o reforço militar visa garantir a estabilidade, a paz e a segurança do país diante de possíveis ameaças externas.
Um coronel venezuelano afirmou que o país está preparado para impedir qualquer invasão, destacando a união entre as Forças Armadas e a população. Um general ressaltou que o alistamento militar aumentou significativamente após o envio de tropas americanas ao Caribe.
O governo venezuelano considera as ações dos Estados Unidos uma ameaça à sua soberania e uma tentativa de derrubar o governo para se apoderar das reservas de petróleo do país. Em resposta, o presidente venezuelano convocou militares e policiais a manterem um “plano de ofensiva permanente”.
As Forças Armadas venezuelanas são compostas por aproximadamente 200 mil efetivos, além de 200 mil policiais. O governo afirma contar ainda com milhões de reservistas.






