saiba as curiosidades no Agro de Primeira MT

Tudo começou com oito ovos caipiras acondicionados numa cestinha de vime enfeitada com um pano xadrez. O mimo foi levado por Patrícia Facchini a uma corrida de rua.

“Eu tinha 200 galinhas na minha propriedade e sempre trazia os ovos caipiras para minha cunhada. Um dia ela falou que eu deveria fazer disso um negócio e me convidou para levar uma amostra numa corrida que ela iria participar. A partir disso, começaram as encomendas”, explica.

Os ovos caipiras são assim determinados pelo sistema de produção. Diferentemente dos “industriais”, onde as granjas tem uma linha de produção semelhante a uma fábrica, as galinhas da Estância Santa Clara, da Patrícia, são criadas soltas, com acesso às pastagens, à luz solar, onde ciscam e comem insetos.

E as aves da propriedade em Nova Brasilândia (a 200 km de Cuiabá) tem uma curiosidade: elas botam ovos coloridos.

“O que determina isso é a genética. Nós trabalhamos com a galinha colonial e temos ovos de cascas azuis e verdes”, afirma.

Por dentro, uma gema de tom alaranjado.

Veja outras diferenças, segundo a Embrapa:

  • O ovo caipira é proveniente de galinhas criadas soltas, enquanto o ovo de granja vem de galinhas criadas em ambientes controlados.
  • Os ovos caipiras têm cascas mais grossas e cores variadas, enquanto os ovos de granja têm cascas uniformes e claras.
  • As galinhas caipiras têm dieta variada, enquanto as galinhas de granja geralmente consomem rações.
  • As galinhas caipiras produzem ovos em menor quantidade e frequência, enquanto as galinhas de granja são selecionadas para uma produção mais intensiva.

Apesar das diferenças, o rigor com o controle sanitário é o mesmo.

No podcast Agro de Primeira MT, Patrícia revela todas as etapas do manejo, desde a retirada dos ovos caipiras dos ninhos até a higienização para o consumo.

Patrícia Facchini, à direita, e Adriane Steinmetz, à esquerda, na bancada do estúdio Agro de Primeira MT. Ao centro, uma cesta traz três embalagens e ovos caipiras coloridos.
Patrícia Facchini é a entrevistada de Adriane Steinmetz no Agro de Primeira MT sobre ovos caipiras.

Tudo feito com equipamentos de ponta que contam até com um aparelho para ovoscopia, um minucioso exame para encontrar trincas e vestígios de sangue.

“Elas ficam livres durante o dia, mas à noite, por causa de predadores, temos de recolhê-las. O local tem ventilador e nebulizador pra deixar o ambiente com a umidade necessária”, diz a produtora.

Produção de ovos caipiras

A produção que início era de 40 dúzias por dia, hoje está em 250. Número que Patrícia quer expandir em 2026.

“Eu fui criada em fazenda e sempre comi ovos caipiras. Então, acredito muito no meu produto, nos benefício dele e quero que cada vez mais pessoas possam ter acesso a eles”, afirma.

O episódio sobre ovos caipiras foi o último deste anos de 2025. O podcast dá uma parada agora para o recesso do fim de ano. E volta com novos entrevistados em 22 de janeiro.

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