No último sábado, a Fundação Barbosa Rodrigues organizou uma oficina de técnica vocal voltada para jovens entre 7 e 17 anos. A atividade proporcionou uma imersão no universo do Canto Coral, com ênfase no desenvolvimento integral dos participantes. Sob a orientação da professora Ana Lúcia Gaborim, que leciona Regência, Canto Coral, Fisiologia e Técnica Vocal na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o evento teve como propósito apresentar de forma acessível o funcionamento de um ensaio de coro.
A ideia da oficina surgiu após uma visita da professora húngara Lilla Gabor à Fundação, realizada no dia 2. Essa interação motivou a realização da atividade, que visava atrair novos participantes ao Canto Coral. Com duração de aproximadamente uma hora e meia, a oficina contou com a presença de alunos da Fundação e membros da comunidade, incluindo iniciantes e aqueles com experiência musical. Para Ana Lúcia, a diversidade do grupo foi fundamental para promover uma troca enriquecedora, criando um ambiente acolhedor e inclusivo.
A metodologia aplicada priorizou aspectos lúdicos e interativos, começando com exercícios rítmicos que envolveram o corpo, como palmas e percussão corporal. Essa abordagem não apenas estimulou a coordenação motora, mas também facilitou a integração entre os participantes. Ana Lúcia destacou que, para as crianças, a aprendizagem por meio do jogo é essencial, pois torna o processo mais prazeroso e eficaz.
A professora enfatizou a importância de iniciativas como essa para democratizar o ENSINO da música e oferecer oportunidades de desenvolvimento para jovens. "Acredito que toda criança deveria ter a chance de cantar. O impacto na formação pessoal é significativo. A música transforma, integra e desenvolve diversas habilidades", afirmou Ana Lúcia.
Além disso, a docente abordou alguns equívocos comuns entre iniciantes, como a falsa crença de que é possível aprender a cantar rapidamente ou sem a orientação adequada. "O desenvolvimento vocal requer prática, orientação e cuidado, especialmente em relação ao aquecimento vocal e ao uso correto do corpo", ressaltou. Outro ponto importante mencionado foi o risco de imitar vozes de cantores profissionais, o que pode resultar em esforço vocal inadequado e problemas nas pregas vocais. Para Ana Lúcia, é fundamental que cada um desenvolva sua própria identidade vocal, respeitando seus limites individuais.






