A operação Pombos Sem Asas, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), visa combater a atuação do PCC em presídios de Campo Grande, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte. Ao todo, são 35 mandados de prisão e cinco de busca e apreensão, relacionados a um esquema de corrupção envolvendo um servidor público que facilitava a entrada de drogas e celulares nas unidades prisionais.
A investigação teve início após provas obtidas em apurações anteriores. Um policial militar foi expulso por corrupção, revelando um esquema que permitia a entrada de entorpecentes e aparelhos celulares no complexo penitenciário. O servidor responsável pela vigilância externa recebia propina de internos, familiares e membros da facção para permitir o arremesso de pacotes com ilícitos.
O trabalho investigativo demonstrou que detentos organizavam a logística dos arremessos, que eram realizados por integrantes da organização criminosa em liberdade. Contas bancárias próprias e de terceiros eram utilizadas para movimentar valores do tráfico e realizar pagamentos de subornos, fortalecendo a comunicação com o meio externo e a atuação da facção no estado.
A operação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Gerência de Inteligência Penitenciária da Agepen. O apoio operacional foi realizado por equipes do Batalhão de Choque, do Batalhão de Operações Especiais e das Forças Táticas da Polícia Militar. O termo “Pombo Sem Asas” refere-se aos pacotes de drogas e celulares lançados para o interior do presídio, que a operação busca interromper.






