Pela primeira vez em mais de 20 anos, a Bolívia deixou de ser o principal país fornecedor de Mato Grosso do Sul. Em fevereiro, a Finlândia se destacou como o maior parceiro comercial, com importações que totalizaram US$ 126,1 milhões, superando os US$ 68,3 milhões da Bolívia.
A Arauco, multinacional chilena, é a responsável por essas importações, destinadas à construção de uma megafábrica de celulose em Inocência. Este projeto, denominado Sucuriú, demandará um investimento total de US$ 4,6 bilhões e terá a planta processadora de celulose em linha única mais extensa do mundo, prevista para ser concluída em 2027.
As importações da Arauco representaram 35,3% do total de compras do estado, enquanto a Petrobras, que historicamente liderava as importações, viu sua participação reduzir para 18,8%, refletindo a diminuição na compra de gás natural da Bolívia.
Em contrapartida, as exportações de celulose lideraram as vendas externas de Mato Grosso do Sul, representando 31,5% do total em fevereiro, com US$ 251 milhões. A carne bovina e a soja ocuparam a segunda e terceira posição nas exportações, com participações de 21,8% e 15,2%, respectivamente.






