A intensificação da guerra no Oriente Médio, envolvendo EUA e Israel contra o Irã, levanta preocupações sobre a cadeia global de distribuição de medicamentos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou estar monitorando a situação, ressaltando que conflitos armados prejudicam a saúde e podem afetar a logística de medicamentos.
Durante visita ao Hospital Universitário de Brasília, Padilha mencionou que, até o momento, não houve alteração nos custos logísticos. No entanto, a guerra já impactou o suprimento de petróleo, essencial para a indústria de combustíveis e, indiretamente, para a produção de medicamentos, devido ao aumento dos preços do barril de petróleo.
Padilha destacou que conversas com autoridades da China e da Índia abordaram as consequências da guerra no Irã nas rotas de insumos para medicamentos. O aumento do preço do petróleo e as dificuldades no transporte através do Estreito de Ormuz podem comprometer a chegada de matérias-primas, uma vez que muitos medicamentos são derivados de produtos petrolíferos.
O ministro alertou sobre o risco de que as tensões geopolíticas afetem a disponibilidade de medicamentos no Brasil, enfatizando a importância da vigilância sobre a situação global e suas repercussões locais.





