A proposta de acabar com a jornada de trabalho de 6 dias seguidos por 1 de folga pode impactar os preços relativos da economia, conforme análises de especialistas. Inicialmente, os custos das empresas deverão aumentar devido à redução nas horas trabalhadas, sem possibilidade de corte nos salários.
No médio prazo, espera-se que o mercado se ajuste, assim como ocorreu após a aprovação da nova Constituição em 1988, que reduziu a jornada semanal de 48 para 44 horas. A inflação também deve sofrer um aumento momentâneo, já que os trabalhadores tendem a consumir mais com o dia adicional de folga.
Para atender à crescente demanda, o setor produtivo precisará aumentar a produção, o que poderá levar à contratação de mais funcionários. Essa dinâmica é vista como positiva para a economia, conforme afirmam especialistas como Clemente Ganz Lúcio e Daniel Teles Barbosa.
O impacto do fim da jornada 6×1 sobre os custos das empresas variará entre setores e portes, podendo oscilar entre 0,5% a 6,5%. As micro e pequenas empresas, que dependem mais de mão de obra, poderão sentir a pressão de forma mais intensa, enquanto as maiores e mais automatizadas devem enfrentar menores dificuldades.






