Gilberto Jarson, de 50 anos, suspeito de assassinar a namorada e subtenente da Polícia Militar, Marilene de Brito Rodrigues, teve a prisão preventiva decretada após audiência de custódia na manhã desta quarta-feira. Preso desde segunda-feira, Gilberto é suspeito de feminicídio ao dar um tiro na namorada após uma discussão no bairro Estrela D'alva, em Campo Grande. A audiência foi realizada no Fórum Heitor Medeiros, onde a prisão foi convertida em preventiva. Ele será encaminhado ao Presídio de Campo Grande.
O caso Marlene tinha 59 anos e foi encontrada morta na sala de casa, ainda fardada, com marca de tiro no pescoço. O namorado da vítima, de 50 anos, estava com a arma na mão. De acordo com as investigações, o casal se relacionava há um ano e quatro meses e morava na mesma casa há dois meses.
Vizinhos relataram que Gilberto saiu para buscar Marlene no trabalho no fim da manhã. Ao retornarem, por volta das 11h30, foi ouvido um disparo. O vizinho do casal, que também é policial, pulou o muro da casa e viu a cena. O namorado afirmou que Marlene havia cometido suicídio, relato que apresentou contradições quando contado à polícia. Gilberto foi preso em flagrante.
O caso está sendo investigado como feminicídio pela Polícia Civil. A Delegada Analu Lacerda Ferraz afirmou que o crime não vai ser registrado como suicídio, a perícia no local sanou algumas dúvidas.
Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro. Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime. Ela foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande.






