Na manhã do dia 09, a Operação Pietra Cava resultou na prisão de seis indivíduos, além do cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão. A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), parte do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que desmantelou uma quadrilha especializada em transportar cocaína disfarçada entre cargas de mármore.
Os mandados foram cumpridos em Campo Grande, Ponta Porã, Jardim e Bonito, cidades localizadas em microrregiões como Bodoquena e nas proximidades de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. O nome da operação, Pietra Cava, refere-se à técnica utilizada pela organização criminosa para ocultar a droga, que era inserida em perfurações nas pedras de mármore.
A quadrilha era responsável por uma significativa quantidade de cocaína, com o Gaeco estimando quase uma tonelada (800 quilos) que seria transportada em 2025. Durante a operação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também localizou carregamentos na região de Guia Lopes da Laguna, resultado da cooperação com o 11° Batalhão da Polícia Militar e as equipes de Choque e Operações Policiais Especiais.
Recentemente, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou que esconderijos como os denominados "mocós" podem levar a penas mais severas em casos de tráfico de drogas. Em 2025, pelo menos 30 dias foram suficientes para que as forças de segurança localizassem cargas ocultas de cocaína em diversas situações, incluindo entre cargas de ossos, minério e produtos de limpeza.
Em fevereiro de 2025, a PRF apreendeu 120 kg de cocaína em um tambor com capacidade de 200 litros, disfarçada entre ossos. Menos de dez dias depois, uma operação similar resultou na apreensão de 391 kg de cocaína e 247 kg de maconha, escondidos em um bitrem que transportava minério de ferro. Além disso, uma carga avaliada em R$ 15 milhões foi interceptada com cocaína oculta entre produtos de limpeza, conforme relatado pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON).






