Cinco cidades de MS não registram casos de chikungunya, aponta boletim da SES

Mato Grosso do Sul apresenta um cenário preocupante em relação à chikungunya, com 49 municípios analisados. Até o dia 10 de abril, apenas cinco cidades não reportaram casos da doença: Alcinópolis, Aparecida do Taboado, Aral Moreira, Japorã e Tacuru. Além disso, outros dez municípios não confirmaram nenhum caso até o momento.

Dentre os municípios restantes, 16 têm alta incidência, com mais de 300 casos prováveis a cada 100 mil habitantes. Outras 23 cidades se classificam com incidência média, apresentando cerca de 200 casos a cada 100 mil habitantes. O boletim também indicou que 10 óbitos foram contabilizados, sendo a maioria em Dourados, com 6 mortes, e outros em Bonito, Jardim e Fátima do Sul. Apenas cinco das vítimas tinham comorbidades.

A expectativa é de que 2023 superem os números de mortalidade relacionados à chikungunya, considerando que o ano atual pode registrar mais mortes do que os 17 registrados em 2025. No total, o Estado já reportou 4.281 casos prováveis, o segundo maior número na série histórica, somente atrás dos 14.148 casos de 2025. Esses casos representam aproximadamente 17% do total nacional, que está em torno de 24 mil.

Em relação aos casos confirmados, Mato Grosso do Sul registrou 2.102, incluindo 43 em gestantes. Os municípios mais afetados incluem Dourados, com 766 casos, seguido por Fátima do Sul, Jardim, Sete Quedas, Bonito, Aquidauana, Amambai, Corumbá e Guia Lopes da Laguna, Paraíso das Águas e Vicentina.

Para combater a proliferação da doença, o Ministério da Saúde enviou 50 profissionais de saúde a Dourados e planeja contratar mais 102. Medidas emergenciais também incluem a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), com 300 unidades já enviadas ao Estado e 160 instaladas em Dourados.

Além disso, o Estado recebeu mais de 46 mil doses da vacina contra chikungunya, que serão distribuídas principalmente nas regiões sul do MS. A situação epidemiológica requer atenção, especialmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde já foram registrados óbitos.

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