Moradores da zona rural de Glória de Dourados relataram a presença de mau cheiro intenso, o que motivou o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) a iniciar um inquérito civil. As queixas indicam odores desagradáveis, especialmente nas primeiras horas da manhã e no início da noite, que impactam a qualidade de vida na região.
Os relatos apontam que a situação tem dificultado atividades cotidianas, como permanecer em áreas externas das residências, além de gerar sintomas como náuseas e dores de cabeça. Em resposta a essas denúncias, o MPMS solicitou informações à Prefeitura de Glória de Dourados e ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).
As informações recebidas indicam que a propriedade mencionada nas denúncias possui licenciamento ambiental válido e opera com um sistema de controle que inclui lagoas de tratamento e a destinação de resíduos por fertirrigação. Embora a documentação esteja regular, a continuidade das reclamações levou o Ministério Público a aprofundar a investigação.
A apuração tem como objetivo verificar SE as práticas atuais são adequadas para minimizar os impactos ambientais e garantir o bem-estar da população local. O promotor de Justiça Gilberto Carlos Altheman Júnior determinou a notificação do responsável pela atividade, que deverá fornecer documentação técnica detalhada sobre licenças e o manejo de dejetos.
A análise procurará identificar SE todas as condicionantes ambientais estão sendo cumpridas ou SE ajustes são necessários. O MPMS enfatizou que a investigação não visa a punição imediata nem a inviabilização da atividade econômica, que é considerada importante para a região.
A intenção é assegurar que a produção ocorra de maneira sustentável, equilibrando o desenvolvimento econômico, a preservação ambiental e a qualidade de vida da população.






