Crescimento da população evangélica em MS altera cenário político local

Nos últimos anos, a população evangélica em Mato Grosso do Sul apresentou um crescimento significativo, impactando a dinâmica política do estado. Dados do Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, revelam que 32,5% dos sul-mato-grossenses se identificam como evangélicos, um aumento em relação aos 25,9% registrados em 2010. Isso representa aproximadamente entre 755 mil e 763 mil pessoas, consolidando-os como o segundo maior grupo religioso na região.

Enquanto os católicos continuam a ser a maioria com cerca de 51% a 52%, as pessoas sem religião representam entre 9% e 10%, e outras crenças somam cerca de 7%. No campo eleitoral, esse crescimento reflete-se nas urnas. Com um total de 2.032.487 eleitores em Mato Grosso do Sul, estima-se que aproximadamente 710 mil sejam evangélicos, um segmento que se torna cada vez mais influente nas decisões políticas.

Na Capital, a presença desse grupo é notável, com cerca de 35% dos 646.198 eleitores de Campo Grande se identificando como evangélicos, o que equivale a aproximadamente 226 mil indivíduos. Os católicos, por sua vez, representam cerca de 48%, demonstrando um equilíbrio maior entre as religiões, especialmente nas áreas urbanas.

Em resposta a esse cenário, parlamentares e pré-candidatos têm adotado estratégias discretas para se aproximar desse eleitorado. A atuação tem ocorrido fora do ambiente formal do Legislativo, com políticos participando de cultos, encontros religiosos e eventos comunitários para estabelecer conexões diretas com os evangélicos, focando em valores comuns.

Na Câmara dos Deputados, representantes como Dr. Luiz Ovando, Rodolfo Nogueira e Camila Jara dialogam com esse público, seja por identificação religiosa ou por alinhamento com as pautas defendidas por lideranças evangélicas. No âmbito municipal, vereadores de Campo Grande, incluindo Silvio Pitu, Herculano Borges, Neto Santos e Marquinhos Trad, também atuam nesse campo.

O crescimento da população evangélica em Mato Grosso do Sul reflete uma tendência nacional, onde em 2022 esse grupo já correspondia a cerca de 31,6% da população brasileira. Com a continuidade desse crescimento, especialmente nas áreas urbanas, a influência evangélica no cenário político tende a se intensificar, tornando-se um vetor importante de mobilização política no estado nos próximos ciclos eleitorais.

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