Transferência de R$ 4,4 milhões para Mc Ryan é investigada pela PF

A Polícia Federal (PF) investiga uma transferência de R$ 4,4 milhões realizada por uma empresa pertencente a Pablo Marçal, ex-candidato à Prefeitura de São Paulo. O montante foi direcionado para a conta pessoal do funkeiro Mc Ryan, que enfrenta acusações de liderar um esquema de ocultação e lavagem de bens relacionados ao tráfico internacional de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação da PF, chamada Narco Fluxo, resultou na prisão de Ryan e foi deflagrada na quarta-feira, dia 15.

De acordo com as informações apuradas, a quantia transferida estaria vinculada à venda de um helicóptero Robinson R66 Turbine. No entanto, a assessoria de Marçal afirmou que o pagamento não se referia à aeronave, mas sim à aquisição de parte de um imóvel por parte do coach. Mc Ryan, que é um apoiador de Marçal, foi alvo de investigações que apontam sua suposta participação em atividades ilícitas, incluindo rifas e apostas ilegais.

A defesa de Mc Ryan alegou que todos os valores em sua conta têm origem comprovada e estão sujeitos a rigorosos controles financeiros, além de estarem regularizados quanto ao pagamento de tributos. A PF, em sua representação, destacou que a empresa R66 Air Ltda. foi responsável pela transferência dos R$ 4,4 milhões para Ryan, sendo que Marçal é um dos sócios da companhia.

A investigação sugere que o capital social da R66 Air Ltda. é compatível com o valor de mercado do helicóptero, levantando suspeitas sobre a real natureza da transação. A Operação Narco Fluxo também revelou uma rede complexa de apostas e rifas ilegais utilizadas para lavagem de dinheiro do tráfico, que envolvia empresas de prateleira e contratos com fintechs que estão sob investigação em operações anteriores, como Compliance Zero e Sem Desconto.

De acordo com a PF, o esquema potencializou movimentações que totalizam R$ 1,6 bilhão, com o contador Rodrigo Morgado atuando como um dos principais operadores do crime organizado. Morgado está preso desde outubro de 2025, sob a acusação de fornecer assessoria financeira ao PCC, e sua defesa afirma que ele atua dentro dos limites legais de sua profissão.

A Operação Narco Fluxo culminou em 45 mandados de busca e apreensão, dos quais 39 mandados de prisão temporária foram expedidos, resultando em 33 prisões efetivas até o momento.

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