Apesar de receber avaliações positivas, a docente se sentia desqualificada e alvo de comentários negativos. Além de suas atribuições, ela organizava atividades para arrecadar recursos e contribuía para melhorias na escola, mas o ambiente de trabalho, segundo seu depoimento, era caracterizado por intensa pressão psicológica. "Eu trabalhava de manhã, tarde e noite. À noite não recebia, era só para compensar com folgas. Era muita cobrança, muita humilhação", declarou.
A situação levou a professora a desenvolver problemas de saúde física e mental, resultando em dependência de medicação e acompanhamento médico. Ela relatou que não consegue mais entrar em sala de aula, afirmando: "Quando ela me chamava, eu já começava a tremer. Hoje vivo à base de remédios fortes. Já tentei suicídio várias vezes".
A docente buscou apoio da prefeitura para solucionar a situação, mas não obteve resultados. Atualmente, ela está afastada pelo INSS e aguarda uma nova perícia médica, sem certeza sobre seu retorno à profissão. Além de sua experiência, a professora mencionou que outros colegas também enfrentam problemas semelhantes, com muitos sendo medicados e vivendo sob pressão nas escolas. "Era para ser uma profissão de alegria, mas o que adoece o professor são os gestores", destacou.
Ela criticou ainda práticas administrativas, como o encaminhamento de professores para atendimento psicológico, mesmo em casos de afastamento por problemas físicos, o que, segundo a professora, contribui para o desgaste dos profissionais. A reportagem tentou contato com a prefeitura para obter uma posição sobre o caso, mas até o fechamento da matéria, não houve resposta. O espaço permanece aberto para futuras manifestações.






