O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua visita à Alemanha, destacou nesta segunda-feira (20) o pioneirismo do Brasil na produção de biocombustíveis e fez críticas ao regulamento ambiental da União Europeia (UE). As declarações ocorreram durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado em Hanôver.
Lula enfatizou a eficácia do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar, que, segundo ele, gera mais energia por hectare e possui uma das menores pegadas de carbono globalmente. O presidente mencionou que essa fonte de energia pode reduzir as emissões em até 90% em comparação com a gasolina. Ele apontou que, enquanto a UE mira atingir 50% de renováveis em sua matriz até 2050, o Brasil já alcançou essa meta em 2025.
Durante sua fala, Lula alertou que o setor de transporte é um dos principais desafios para a descarbonização na Europa. Ele criticou a revisão do regulamento sobre biocombustíveis proposto pela União Europeia, que, em sua visão, ignora práticas sustentáveis no uso do solo brasileiro.
O presidente também se referiu a um “mecanismo unilateral” que foi implementado em janeiro, o qual calcula as emissões de carbono sem levar em conta os baixos níveis de emissões na produção brasileira, que se baseia em fontes renováveis. Lula ressaltou que tais iniciativas podem dificultar o acesso do consumidor europeu a energia limpa em um momento crítico.
Ele argumentou que, embora a elevação dos padrões ambientais seja necessária, não é adequado ignorar as realidades de outros países, o que pode prejudicar os produtores brasileiros. Lula concluiu reafirmando o compromisso do Brasil em se tornar um país desenvolvido, disposto a aproveitar as oportunidades da transição energética.
“Quem quiser produzir com energia mais barata e verdadeiramente limpa, deve olhar para o Brasil, que oferece espaço e oportunidades para aqueles que desejam apostar no futuro”, finalizou o presidente, destacando a importância do Brasil no cenário energético global.





