Audiência pública discute construção de ponte em área reflorestada de Campo Grande

A construção de uma ponte em Campo Grande tem gerado preocupação entre moradores e voluntários do Parque Linear do Segredo, uma área reflorestada ao longo de mais de dez anos. A comunidade se organizou para convocar a população a participar de uma audiência pública marcada para quarta-feira (23), às 19h, onde o futuro da área e as questões relacionadas ao crescimento urbano serão discutidos.

O debate gira em torno de um trecho próximo à Avenida Heráclito de Figueiredo, onde se propõe a criação de uma nova ligação viária entre os bairros Seminário, Monte Castelo e Tia Eva. A região tem recebido novos empreendimentos e um aumento na população, o que tem intensificado a demanda por melhorias em mobilidade urbana e infraestrutura.

Entretanto, a principal preocupação é que o traçado da ponte possa atingir uma área que foi recuperada pelo projeto Ecoplantar, localizada entre as ruas Rio de Janeiro e Mascarenhas de Moraes. Essa iniciativa comunitária transformou um espaço antes degradado em um ambiente arborizado, que atualmente é utilizado para lazer, educação ambiental e abrigo de fauna silvestre.

Marina Solon, empresária envolvida no projeto, compartilhou um vídeo nas redes sociais pedindo apoio da população e esclarecendo que o grupo não é contra soluções para o trânsito. Ela enfatizou a importância de buscar alternativas que preservem a área verde. "Não somos contra o progresso. A gente entende a questão do trânsito. Mas vamos procurar alternativas com menor impacto ambiental", afirmou.

A empresária ressaltou que a principal preocupação é a possível destruição de um espaço que foi construído coletivamente, enfatizando que o parque foi plantado com o esforço de muitos. "Esse espaço aqui não é meu, não é da Ecoplantar. Esse espaço aqui é nosso, é público, é da sociedade", declarou.

Marina também criticou a maneira como o processo foi conduzido, alegando que os responsáveis pelo projeto ambiental não foram consultados previamente. "Foi uma decisão arbitrária. Em nenhum momento chamaram a gente para conversar", disse.

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