A Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à Organização das Nações Unidas, confirmou na última semana que os modelos climáticos indicam a formação de um episódio de El Niño, com previsão de intensificação nos próximos meses. Essa previsão foi reforçada pelo professor Paul Roundy, da Universidade Estadual de Nova York, que destacou a possibilidade de um dos El Niños mais fortes em mais de cem anos, com um fenômeno excepcionalmente intenso projetado para ocorrer entre o final de 2026 e o início de 2027.
A magnitude do fenômeno pode superar o recorde estabelecido em 2015, quando a temperatura do Oceano Pacífico atingiu 2,8ºC acima da média histórica. Caso essa previsão se concretize, os efeitos do El Niño serão sentidos em diversas partes do mundo, com potenciais consequências severas.
Entre os impactos esperados, estão secas intensas em regiões da América Central, África Central, Austrália, Indonésia e Filipinas. No Brasil, as consequências mais significativas devem ocorrer principalmente nos três estados do sul, que poderão enfrentar estiagens severas. Além disso, o restante do território brasileiro também poderá vivenciar um aumento nas temperaturas.
A OMM enfatiza a importância de monitorar de perto essa situação, dado o potencial para mudanças climáticas extremas que poderiam afetar a agricultura, a disponibilidade de água e a saúde pública em diversas regiões. A comunidade científica continua a acompanhar de perto os modelos climáticos para entender melhor o comportamento deste fenômeno e suas repercussões globais.
As projeções atuais indicam que se este El Niño se concretizar com a intensidade prevista, poderá resultar em um impacto significativo nas condições climáticas em todo o planeta, exigindo atenção redobrada das autoridades e da população em geral.






