Repatriado corpo de jovem boliviano após 75 dias em Nova Andradina

Roberto Castellon Choque, um jovem de 18 anos, faleceu em 8 de fevereiro de 2026, em Nova Andradina. Ele havia saído de Cochabamba, na Bolívia, em busca de trabalho em São Paulo, mas não se adaptou à realidade das fábricas de roupas e decidiu retornar ao seu país. Um mal súbito foi a causa de sua morte, diagnosticado após exames de necrópsia, mas a repatriação de seu corpo enfrentou desafios significativos devido à falta de um destino certo.

O corpo de Roberto foi enviado de volta à Bolívia no dia 27 de abril, mais de 75 dias após seu falecimento. A repatriação envolveu custos consideráveis, que incluíam a preparação do corpo, documentação e transporte. O trajeto compreendia quase 800 km entre Nova Andradina e a fronteira entre Brasil e Bolívia, além de mais de 600 km até Santa Cruz de la Sierra, seguido por quase 500 km até o destino final em Cochabamba. O custo total do processo foi estimado em mais de R$ 25 mil.

A Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social da Prefeitura de Nova Andradina, juntamente com a Cancelaria do Ministério de Relações Exteriores da Bolívia, por meio do Consulado da Bolívia em Corumbá, foram fundamentais para viabilizar a repatriação. Diante da impossibilidade da família de Roberto de arcar com os custos da viagem, que somariam pelo menos R$ 2 mil, o apoio institucional foi crucial para que o corpo fosse liberado sem a presença de um familiar.

Para superar as barreiras financeiras e burocráticas, a Secretaria de Cidadania manteve diálogos com Nelly Roso, agente consular em Corumbá, e David Alex Arancibia Suarez, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O processo exigiu a emissão de certidão de óbito, laudo médico e outros documentos, que foram fundamentais para a liberação do corpo pela empresa aérea BoA, além da coordenação com uma funerária para os serviços em Cochabamba.

Roberto Castellon foi encontrado sem vida em um ônibus fretado, onde começou a passar mal durante a viagem de retorno a Corumbá. O motorista fez tentativas de socorro em Nova Casa Verde, mas ao chegar, já era tarde. A Polícia Científica realizou uma perícia no ônibus e confirmou a morte natural, sem revelar detalhes sobre as causas.

O caso de Roberto gerou grande comoção nas redes sociais, especialmente na Bolívia, e o engajamento das autoridades brasileiras, principalmente da Prefeitura de Nova Andradina, foi amplamente reconhecido. Também houve elogios à funerária Pax Regional, que se dispôs a realizar a viagem até a fronteira, arcando com os custos envolvidos.

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