Câmara Municipal do Recife rejeita título de cidadão ao ator Wagner Moura

A Câmara Municipal do Recife não aprovou a proposta que pretendia conceder o título de cidadão recifense ao ator Wagner Moura, conhecido pelo seu papel em "O Agente Secreto". A votação ocorreu na segunda-feira, dia 27, e resultou em 16 votos a favor e 7 contra, não atingindo os 23 votos necessários para a aprovação do projeto, que era o PDL 01/2026, de autoria de Carlos Muniz.

A homenagem ao ator foi proposta após o filme "O Agente Secreto" receber reconhecimento internacional, incluindo quatro indicações ao Oscar e a conquista do Globo de Ouro nas categorias de melhor filme estrangeiro e melhor ator. A rejeição do título gerou repercussão entre os vereadores e a comunidade local, que esperavam celebrar a trajetória artística de Moura.

Em outro contexto, o ex-presidente Michel Temer criticou o ministro Gilmar Mendes após declarações do ex-governador Romeu Zema. A crítica se deu em um evento em Itu (SP) e ressaltou o aumento da tensão entre o Judiciário e o meio político. Temer destacou que a radicalização já alcançou o Supremo Tribunal Federal (STF) e lamentou a falta de diálogo entre os Poderes, o que, segundo ele, intensifica o desgaste institucional.

Temer sugeriu que Gilmar Mendes deveria ter evitado responder a Zema, argumentando que isso apenas agrava os conflitos existentes. Esse episódio está ligado a uma investigação que se seguiu a críticas ao STF, reabrindo o debate sobre os limites da liberdade de expressão e a atuação das instituições em um cenário de polarização política.

No campo político, o senador Izalci Lucas, do PL do Distrito Federal, respondeu às críticas feitas pela deputada Bia Kicis, o que intensificou as tensões internas dentro do partido. Izalci defendeu a possibilidade de apresentar uma candidatura própria pelo PL, desconsiderando a aliança que envolve Ibaneis Rocha e Celina Leão. Ele destacou que, apesar de um entendimento anterior, nunca concordou com essa estratégia.

Além disso, o senador mencionou as investigações em curso, as crises no setor de saúde e as dificuldades fiscais como motivos para que o partido evite se vincular ao governo atual. Enquanto isso, Gilberto Kassab, presidente do PSD, comentou sobre a candidatura de Silvia Abravanel, que já se filiou ao seu partido, indicando uma movimentação interessante no cenário político local.

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