Snus, substância viciante apreendida em MS, passa a ser analisada pela Anvisa

A substância conhecida como Snus, derivada de nicotina sintética, está sob análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após a apreensão de 2.260 sachês em Mato Grosso do Sul. Essa apreensão, ocorrida em janeiro do ano passado, foi a primeira desse tipo no Brasil e levantou preocupações sobre a importação ilegal do produto, que se suspeita ter vindo da Suécia.

A apreensão foi realizada pela Vigilância Sanitária do estado, que também confiscou outros produtos ilegais e adulterados. A Polícia Federal ficou encarregada de realizar análises toxicológicas nos pacotes para identificar os componentes da substância. O Snus, por ser uma novidade no mercado nacional, tem chamado a atenção das autoridades de saúde.

Matheus Pirolo, gerente de Apoio ao Sistema Estadual de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde (SES), informou que as informações coletadas durante a apreensão foram compartilhadas com autoridades de Goiás, resultando em uma operação seis meses depois. Nessa operação, mais de 8 mil unidades de produtos fumígenos sem registro na Anvisa foram apreendidas em Goiânia, totalizando um valor estimado de R$ 1,3 milhão.

Atualmente, a Anvisa está em discussão sobre a regulamentação do Snus no Brasil. As autoridades precisam decidir se continuarão a proibir a importação, distribuição e comercialização do produto ou se abrirão um caminho para sua regularização no mercado.

O Snus, conforme informações da Philip Morris International (PMI), é uma forma de tabaco sem fumaça, que pode ser encontrado em pó solto ou em pacotinhos pastosos. Cada porção de Snus contém 6,5 mg de nicotina, uma quantidade significativamente maior do que a absorvida por meio de um cigarro comum.

Os riscos associados ao uso do Snus são preocupantes, uma vez que a alta concentração de nicotina pode levar ao desenvolvimento de doenças, incluindo câncer e problemas bucais. Matheus Pirolo alerta que, apesar de seus sabores atrativos, o uso do Snus pode causar danos à saúde oral, como ressecamento da mucosa e gengivite.

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