O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que é pré-candidato à presidência da República, declarou que, se eleito, sua proposta inclui a privatização de todas as empresas estatais que ainda estão sob a gestão da União. Em entrevista ao programa Canal Livre, Zema argumentou que essa medida contribuiria para a diminuição da taxa de juros no Brasil de forma rápida, associando-a a reformas administrativas e previdenciárias.
"Se eleito, vou privatizar tudo. Isso vai provocar uma queda de juros muito rápida porque virá junto de uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária, revisão de benefícios sociais", afirmou Zema. Atualmente, a União controla estatais em setores como energia, bancos, logística e serviços, com destaque para empresas como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Correios e Casa da Moeda, entre outras. Contudo, o ex-governador não especificou quais estatais seriam alvo de privatização.
Zema acredita que a privatização pode melhorar a percepção de risco fiscal, o que, segundo ele, teria impacto positivo na economia. Entretanto, ressaltou que o processo de desestatização não é simples e pode demandar tempo, devido à necessidade de modelagem e à aprovação pelo Congresso, além de possíveis disputas judiciais.
O pré-candidato também mencionou que a privatização estaria acompanhada de uma reforma da previdência, mas não detalhou quais mudanças seriam propostas. Ele afirmou que o sistema atual é "insustentável" e que seria essencial aumentar o tempo de contribuição dos trabalhadores, evitando reajustes reais para os beneficiários aposentados.
Zema defende que aumentar o tempo de contribuição ajudaria a aliviar a pressão sobre as contas públicas, já que isso prolongaria o período em que os trabalhadores estão ativos e contribuindo para a previdência. Essa estratégia, segundo ele, reduziria o tempo em que os aposentados recebem benefícios, além de aumentar a arrecadação previdenciária. A crítica aos reajustes reais é baseada na preocupação com o impacto contínuo sobre os gastos públicos, uma vez que aposentadorias e benefícios previdenciários representam uma parcela significativa das despesas da União. Qualquer aumento real nas aposentadorias, , elevaria as despesas obrigatórias, complicando o cumprimento das metas fiscais do governo.






