Governo lança nova etapa do Desenrola Brasil focada em trabalhadores informais

O governo brasileiro está desenvolvendo uma nova fase do programa Desenrola Brasil, que se destina a pessoas que, embora mantenham suas contas em dia, enfrentam dificuldades devido às elevadas taxas de juros praticadas no mercado. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que a nova linha de crédito será revelada até o início de junho, com foco especial nos trabalhadores informais.

Durante uma entrevista ao programa Bom dia, Ministro, transmitido pelo Canal Gov nesta quarta-feira (6), Durigan destacou a necessidade de atenção ao trabalhador informal, que geralmente não possui uma renda fixa. Segundo ele, essa categoria de trabalhadores frequentemente se vê obrigada a pagar juros altos, o que agrava ainda mais sua situação financeira.

Na última segunda-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou a reformulação do Desenrola Brasil, que tem como objetivo a renegociação de dívidas para aqueles que recebem até cinco salários mínimos, o que atualmente equivale a R$ 8.105. Este novo programa permitirá a negociação de débitos relacionados ao cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, buscando aliviar a carga financeira das famílias, especialmente aquelas que enfrentam dívidas onerosas.

Além disso, a nova iniciativa também contempla a renegociação de dívidas de estudantes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O ministro Durigan afirmou que os estudantes que estão em dia com seus pagamentos também serão incluídos na próxima fase do programa, reforçando a intenção do governo de incentivar a adimplência.

Durigan enfatizou que o Desenrola não visa estimular o não pagamento de dívidas, mas sim criar condições favoráveis para que aqueles que estão cumprindo suas obrigações financeiras possam ser beneficiados. Ele observou que o alto nível de endividamento é resultado do “período duro” que o país enfrentou durante a pandemia e da ausência de políticas eficazes por parte do governo anterior, que culminou em elevado desemprego e estagnação da renda familiar.

O ministro concluiu afirmando que o objetivo do programa é fomentar a adimplência e garantir que os cidadãos possam renegociar suas dívidas, aproveitando o momento atual para oferecer esperança e oportunidades de pagamento. "Queremos incentivar o bom pagador e oferecer incentivos tanto para os estudantes do Fies quanto para aqueles que lidam com taxas de juros elevadas", ressaltou Durigan.

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