Mato Grosso do Sul anunciou a 17ª morte por chikungunya em 2026, atingindo o mesmo número de óbitos registrados durante todo o ano de 2025. O falecimento mais recente foi de um homem de 43 anos, morador de Douradina, que ocorreu no dia 22 de abril. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) no boletim referente à 18ª semana epidemiológica, que destacou que a vítima tinha tuberculose, uma condição que pode ter agravado seu estado de saúde.
Dos 17 óbitos confirmados até agora, nove pessoas apresentavam comorbidades. As mortes ocorreram nas seguintes localidades: Dourados (11), Bonito (2), Jardim (2), Fátima do Sul (1) e Douradina (1). Um outro caso de óbito permanece em investigação. De acordo com os dados da SES, o Estado já registrou 11.521 casos prováveis da doença em 2026, com 4.834 confirmações no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
O boletim epidemiológico revelou que, em apenas uma semana, houve um aumento de 1.191 casos prováveis, representando um incremento de 11,5% em relação ao boletim anterior. Este número já corresponde a 81,4% do total de casos registrados durante todo o ano de 2025, quando Mato Grosso do Sul registrou 14,1 mil notificações de chikungunya. A taxa de incidência da doença no Estado chegou a 417,9 casos por 100 mil habitantes, um índice considerado elevado pelos especialistas e que supera os parâmetros que poderiam indicar um cenário epidêmico.
Apesar do crescimento dos casos, a SES ainda não classifica a situação no Estado como uma epidemia de chikungunya. Atualmente, Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de incidência da doença, com uma taxa mais de 20 vezes superior à média nacional, que é de 20,1 casos por 100 mil habitantes. Os estados que seguem Mato Grosso do Sul em termos de incidência incluem Goiás, Minas Gerais, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Rio Grande do Norte.
A SES também revelou que 65 gestantes foram diagnosticadas com chikungunya neste ano em Mato Grosso do Sul. A orientação das autoridades de saúde é para que a população evite a automedicação e busque atendimento médico ao apresentar sintomas como febre alta.
Na última segunda-feira (11), o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) de Dourados, criado pela Prefeitura para coordenar ações contra a chikungunya na Reserva Indígena e na área urbana, confirmou a morte de uma mulher de 46 anos devido a complicações da doença. A paciente foi internada no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU/UFGD) após apresentar os sintomas, mas não sobreviveu.






