A morte de Bárbara Vitória Soares Dias, de 24 anos, na última quarta-feira (13), gerou um pedido de investigação por parte do advogado Sérgio dos Santos Franco. A detenta, que cumpria pena por tráfico de drogas no Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, em Campo Grande, foi diagnosticada com tuberculose pulmonar, conforme atestado de óbito enviado pelo defensor.
Bárbara estava detida desde fevereiro deste ano e, segundo informações, havia sido contratada recentemente pelo advogado. Sérgio relatou que, na véspera de sua morte, ele solicitou atendimento médico para a jovem, que apresentava sintomas graves, como tosse intensa e, posteriormente, tosse com sangue. Ela foi levada para uma unidade de saúde, onde faleceu.
A jovem deixava uma filha de 6 anos e um pai de consideração em Campo Grande. Ela havia sido presa em 21 de fevereiro após ser flagrada com 21 porções de cocaína. Em março, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apresentou a denúncia contra ela por tráfico de drogas. A defesa já havia destacado a situação precária do ambiente prisional, considerando-a “absolutamente incompatível com a dignidade humana”.
Diante da situação, o advogado pediu o arquivamento do processo e a investigação da morte por parte do MPMS, da Corregedoria da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e da DHPP (Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa).
A Agepen, por sua vez, informou que Bárbara recebeu atendimento imediato após passar mal na manhã do dia 13. A instituição alegou que policiais penais acionaram o socorro e que a detenta foi encaminhada à UPA Coronel Antonino, localizada nas proximidades da unidade prisional. Além disso, a Agepen ressaltou que não havia registros de diagnóstico de tuberculose entre as internas e que um exame anterior de Bárbara havia apresentado resultado negativo.
No comunicado, o órgão ainda mencionou que a jovem vivia em situação de rua antes de sua internação e apresentava um estado físico debilitado. A causa da morte, conforme a Agepen, ainda depende da conclusão de laudos oficiais, embora a suspeita inicial aponte para uma possível intoxicação exógena. A instituição afirmou que todos os protocolos de atendimento foram seguidos e que aguarda os resultados dos laudos periciais para elucidar os fatos.






