Investimento de R$1 milhão visa combater agrotóxicos após mortes de bebês em MS

Durante um evento na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Luiz Henrique Eloy Amado, chefe do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), assinou um Termo de Execução Descentralizada (TED) com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no valor de aproximadamente R$1 milhão. Essa iniciativa surge em resposta a mortes de bebês devido à contaminação em Mato Grosso do Sul, e visa implementar um monitoramento técnico e Vigilância Popular nas terras Guarani e Kaiowá.

O total do acordo firmado no último sábado na Faculdade Intercultural Indígena (FAIND) é de R$1.146.880 e terá uma vigência de um ano, com previsão de conclusão em maio de 2027. O foco principal desse convênio é oferecer suporte técnico-científico e operacional para mitigar os danos ambientais que afetam gravemente as Terras Indígenas (TIs) do estado, além de combater os problemas de saúde decorrentes da exposição a agrotóxicos.

Os casos de contaminação têm sido observados em áreas habitadas por Guarani e Kaiowá, especialmente no sul do estado, onde ocorreram mortes de bebês de três meses na Tekoha Jopara, situada em Coronel Sapucaia, a cerca de 400 quilômetros da capital. Os moradores relataram que as mortes estão associadas a um mesmo quadro clínico, caracterizado por sintomas como vômitos, diarreia e cefaleia, que surgiram após a pulverização de lavouras nas proximidades.

Vale ressaltar que em abril de 2025, uma morte semelhante foi registrada na Terra Indígena Guassuty, em Aral Moreira-MS. Nesse incidente, a vítima, devido à falta de água potável, consumiu um líquido armazenado em um galão de agrotóxico, evidenciando a gravidade da situação em que se encontram algumas comunidades indígenas.

O mapeamento da situação será realizado por meio de seminários participativos envolvendo lideranças locais. Já existem três áreas identificadas como prioritárias devido à severidade dos casos: Tekoha Jopara, onde ocorreram os óbitos de bebês; a Terra Indígena Guassuty, relacionada ao caso de ingestão acidental; e a TI Guyraroká, que possui uma Medida Cautelar nº 458-19 da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), exigindo que o Estado brasileiro tome medidas para reduzir os riscos de pulverização.

O Ministério dos Povos Indígenas será responsável pelo suporte financeiro e pela fiscalização administrativa, enquanto a Fiocruz terá a incumbência de executar as metas estabelecidas no acordo. O TED também permite a

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