O estado de Mato Grosso do Sul alcançou a marca de 18 mortes confirmadas por chikungunya em 2026, após a divulgação do 12º óbito na cidade de Dourados. A informação foi anunciada pelo COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública), que foi criado pela prefeitura com o objetivo de coordenar as ações no enfrentamento da epidemia. A nova vítima, uma criança indígena de 12 anos, foi internada no dia 28 de fevereiro e faleceu em 3 de abril no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD). O anúncio da confirmação da causa da morte ocorreu na terça-feira, dia 19, e foi integrado ao boletim epidemiológico divulgado na quarta-feira, dia 20. Com esse registro, o número de indígenas falecidos em Dourados devido a complicações associadas à chikungunya sobe para 10. Os demais óbitos confirmados na cidade são de moradores da região urbana.
Antes da atualização mais recente da SES (Secretaria Estadual de Saúde), Mato Grosso do Sul contabilizava um total de 17 mortes pela doença em 2026. Dentre esses casos, 11 ocorreram em Dourados, além de duas mortes em Bonito, duas em Jardim, uma em Fátima do Sul e uma em Douradina. Com a última atualização, Dourados também notificou mais duas mortes suspeitas que estão em investigação, envolvendo uma mulher de 74 anos e um homem de 71 anos, ambos com comorbidades como doença renal crônica e diabetes.
Outra morte em análise no município diz respeito a um idoso de 84 anos que tinha doença arterial coronariana. Também estão sob investigação os dados de um homem de 50 anos que, de acordo com a classificação inicial, não tinha doenças crônicas e faleceu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no dia 27 de abril.
O boletim epidemiológico do COE também indicou uma desaceleração da epidemia em Dourados. A curva epidemiológica mostrou uma queda na 20ª semana de monitoramento, refletindo uma diminuição no número de internações em relação ao pico da epidemia, quando as internações variavam entre 52 e 58 pacientes. Atualmente, a cidade registra 27 pessoas hospitalizadas, com 21 no HU-UFGD, uma no Hospital Regional, três no Hospital da Vida e duas no Hospital Evangélico Mackenzie.
Até o momento, Dourados acumulou 8.764 casos notificados de chikungunya, sendo 5.154 casos considerados prováveis, 4.066 confirmados, 3.610 descartados e 1.088 ainda em investigação. Na Reserva Indígena, que é o epicentro da epidemia em Dourados, foram registrados 3.202 casos notificados, com 2.139 confirmações, 768 descartes e 295 investigações em andamento.
Apesar da redução nas internações e na diminuição recente nas notificações, o COE considera a situação ainda preocupante, uma vez que a taxa geral de positividade dos testes continua em 53%. Isso significa que mais da metade das pessoas com sintomas testadas permanece apresentando resultados positivos para chikungunya. A taxa de ataque da doença no município é de 1,95%.






