A defesa do advogado Rhiad Abdulahad, que foi detido durante a 4ª fase da Operação Sucessione, realizada em novembro de 2025, requereu à Justiça a conversão de sua prisão preventiva em prisão domiciliar. O motivo apresentado é a necessidade de Rhiad estar presente para cuidar de seu filho de 2 anos, que é portador de síndrome de down e necessita de cuidados especiais.
A prisão preventiva de Rhiad foi decretada no dia 25 de novembro de 2025, após solicitação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). De acordo com o Gaeco, após a primeira fase da operação, o advogado teria assumido um papel de destaque na organização criminosa dedicada à exploração do jogo do bicho e à lavagem de dinheiro, sucedendo seu pai, José Eduardo Abdulahad, em funções consideradas gerenciais pelo Ministério Público.
Uma denúncia formal foi apresentada em 10 de dezembro e aceita pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Campo Grande no dia 19 de dezembro de 2025, momento em que Rhiad se tornou réu. Desde então, sua defesa já havia protocolado três solicitações diferentes para a revogação da prisão preventiva, todas negadas pela 4ª Vara.
Os advogados argumentam que as acusações contra Rhiad se baseiam exclusivamente em interceptações de comunicações e depoimentos de terceiros, sem que haja evidências concretas de ações individuais que superem a prática da advocacia. O novo pedido, diferentemente dos anteriores que solicitavam a revogação da prisão, propõe a alteração do tipo de custódia para prisão domiciliar, apresentando laudos médicos da criança como suporte.
Um dos laudos médicos, emitido por uma pediatra, confirma que a presença ativa do pai é fundamental para o desenvolvimento neuropsicomotor, cognitivo e socioemocional do menor. O documento alerta que a ausência prolongada de Rhiad pode resultar em prejuízos irreversíveis para o desenvolvimento global da criança.
Além disso, um laudo técnico e um pedido de internação foram anexados ao processo, reforçando a solicitação da defesa. A Operação Sucessione, que teve início em 2023, visa desarticular uma organização criminosa, liderada pelo deputado estadual Roberto Razuk Filho (Neno), que planejava expandir suas atividades ilegais de jogo do bicho para Goiás. Apesar das ações da justiça, o grupo teria continuado suas operações de maneira violenta e estruturada.






