A história de Anna Santullo, uma jornalista de Campo Grande, é marcada por um gesto de solidariedade que se transformou em um compromisso vital. Há 22 anos, seu pai necessitou de doações de sangue para tratamento de saúde, e a mobilização de voluntários foi crucial. Esse ato de generosidade não apenas salvou uma vida, mas também inspirou Anna a retribuir, tornando-se doadora regular.
"Meu pai precisou de doações de sangue e muitas pessoas foram ao Hemosul para ajudá-lo. Aquilo ficou marcado na minha vida. Como forma de gratidão, eu coloquei na minha cabeça que também passaria a doar para pessoas que eu nem conheço. É uma forma de retribuir tudo o que fizeram pela minha família", relata Anna, que realiza até três doações ao longo do ano, respeitando os intervalos recomendados entre as coletas. Para ela, cada visita ao hemocentro é uma homenagem ao pai e uma oportunidade de ajudar outras famílias.
A prática de doação de sangue se tornou um legado familiar. Vicenzo Santullo, filho de Anna, decidiu se tornar doador assim que completou 16 anos, idade mínima permitida para a doação com autorização dos responsáveis. A iniciativa partiu do próprio Vicenzo, que, no dia do seu aniversário, convidou a mãe para sua primeira doação. Agora, prestes a completar 17 anos, ele continua a honrar esse compromisso.
"Desde que eu tinha 26 anos eu faço essa homenagem para o meu pai. Sempre que vou doar, lembro de tudo o que vivemos e da importância das pessoas que estenderam a mão naquele momento. Doar sangue é um gesto simples para quem doa, mas pode significar uma nova chance para quem recebe. Fico feliz também de passar isso para o meu filho", afirma Anna.
A campanha Junho Vermelho, que destaca a importância da doação de sangue, reforça a relevância desse ato, especialmente para pacientes com câncer, vítimas de acidentes e pessoas que necessitam de transfusões sanguíneas. Anna enfatiza que, embora a doação leve apenas alguns minutos, o impacto na vida de alguém pode ser imensurável.
Para se tornar um doador, é necessário que os candidatos estejam em boas condições de saúde, tenham entre 16 e 69 anos, pesem no mínimo 51 quilos, estejam bem alimentados e hidratados no dia da doação, além de apresentarem um documento oficial com foto. Menores de 18 anos devem ser acompanhados e autorizados por um responsável legal. Antes da coleta, todos passam por uma triagem clínica realizada por profissionais qualificados, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde. Essa triagem é essencial para garantir a segurança tanto do doador quanto do receptor do sangue.






