Mato Grosso do Sul registra a noite mais longa do ano neste domingo

Neste domingo, 21 de junho, Mato Grosso do Sul experimenta a noite mais longa do ano, em virtude do solstício de INVERNO no Hemisfério Sul. A data é caracterizada por uma inclinação de 23,4° do eixo da Terra, que resulta em menos horas de luz solar para a região, ao contrário do que ocorre no Hemisfério Norte, onde se celebra o solstício de verão, marcado pelo dia mais longo e a noite mais curta.

As cidades situadas mais ao sul de Mato Grosso do Sul são as que apresentam as noites mais extensas. Em CAMPO GRANDE, por exemplo, o sol nasce às 06h13 e se põe às 17h07, totalizando 10 horas e 53 minutos de luz, enquanto a duração da noite chega a 13 horas e 07 minutos. Em CORUMBÁ, o nascer do sol ocorre às 06h22, com o pôr do sol às 17h22, resultando em 11 horas de dia e 13 horas de noite.

DOURADOS também reflete essa tendência, com o sol nascendo às 06h17 e se pondo às 17h04, conferindo 10 horas e 47 minutos de dia, e 13 horas e 13 minutos de noite. PONTA Porã apresenta momentos semelhantes, com o sol surgindo às 06h23 e se escondendo às 17h08, proporcionando 10 horas e 45 minutos de luz e 13 horas e 15 minutos de escuridão.

O fenômeno do solstício é resultado do movimento elíptico e inclinado da Terra ao redor do Sol, conforme explicou o meteorologista Natálio Abrahão. Esse processo natural revela a dinâmica entre a posição da Terra e a incidência de luz solar em diferentes épocas do ano.

Em um prazo de seis meses, o cenário se inverterá, com a chegada do solstício de verão em 21 de dezembro, que trará o dia mais longo e a noite mais curta do ano no Hemisfério Sul. O INVERNO atual começou às 04h24 deste domingo e se estenderá até 20h05 de 22 de setembro de 2026, caracterizado por temperaturas baixas, geadas, e menor incidência de chuvas.

De acordo com previsões, este INVERNO será influenciado pelo fenômeno El Niño, que começou a se fortalecer na primeira semana de junho de 2026 e deverá impactar o clima em várias regiões do Brasil. A temperatura do oceano Pacífico Equatorial continua em elevação, o que pode provocar mudanças climáticas significativas no decorrer da estação, com a expectativa de frentes frias nos próximos meses. Assim, o INVERNO de 2026 pode apresentar ondas de calor e condições climáticas irregulares, sendo um reflexo dos efeitos do El Niño na região.

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