As prisões preventivas de Welder Alves Ribeiro, William Alves Ribeiro, conhecido como "Peixe", e Bruno Antônio Guido Benzi foram revogadas pela Justiça. A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (6) do Diário da Justiça de Mato Grosso do Sul, se refere a uma ação penal envolvendo tráfico de drogas, comércio de armas e lavagem de dinheiro. Embora tenham sido libertados, os réus permanecerão sob monitoramento e precisarão cumprir medidas cautelares estabelecidas durante o processo.
Entre as restrições impostas, eles devem utilizar tornozeleiras eletrônicas até o término da ação penal, manter-se dentro dos limites de Campo Grande e não poderão deixar a comarca ou mudar de endereço sem autorização judicial. Além disso, foram determinados horários de recolhimento domiciliar, das 22h às 6h. A expedição dos alvarás de soltura será realizada pelo BNMP (Banco Nacional de Monitoramento de Prisões), com a comunicação à Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), que é responsável pela instalação dos dispositivos de monitoramento.
A prisão de William Alves Ribeiro ocorreu em 14 de agosto de 2025, durante a operação Contra-Ataque III, realizada pela Polícia Federal (PF) e pela Receita Federal. Na ocasião, ele foi identificado como o líder da quadrilha investigada. William foi detido na residência onde morava com sua esposa, Nadja Tybusch Ribeiro, no condomínio Damha II, em Campo Grande. Assim que percebeu a chegada das forças policiais, ele quebrou seu celular e o lançou no telhado, mas o aparelho foi recuperado para análise.
Durante a operação, os agentes apreenderam uma motocicleta de alta cilindrada e um automóvel Citroën na casa de William. As investigações apontaram que o grupo criminoso utilizava empresas e contas bancárias de terceiros para movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas. A Receita Federal indicou que William mantinha comunicação com um traficante e com sócios de empresas que poderiam ter sido utilizadas para receber pagamentos relacionados ao comércio de entorpecentes e armamentos.
Welder Alves Ribeiro, irmão de William, também estava envolvido nas atividades ilícitas, utilizando empresas de veículos, oficinas mecânicas e outros estabelecimentos para encobrir a origem dos recursos ilícitos. As movimentações financeiras realizadas pelo grupo levantaram suspeitas, uma vez que não apresentavam lastro fiscal compatível com as atividades declaradas.
Durante a operação de agosto, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão em Campo Grande, abrangendo residências, empresas e um haras. Além disso, houve bloqueio de contas bancárias e sequestro de imóveis relacionados a indivíduos e entidades sob investigação. O caso teve início a partir de provas coletadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de Minas Gerais, que investigava um grupo atuando no tráfico de armas e drogas no Triângulo Mineiro.






