Campo Grande registra aumento na cesta básica pelo quarto mês seguido

Em junho, o custo da cesta básica em Campo Grande atingiu R$ 846,06, apresentando uma elevação de 0,58% em comparação ao mês anterior, quando o valor foi de R$ 841,19. Este aumento é o quarto consecutivo registrado na capital, conforme os dados da pesquisa de preços divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) nesta quarta-feira (8). A deflação mais recente ocorreu em fevereiro, com uma queda de -0,40%.

Nos meses subsequentes, a cesta básica acumulou aumentos significativos, com variações de 3,29% em março, 2,60% em abril e 1,73% em maio. Ao longo deste ano, a alta acumulada já chega a 9,04%, enquanto a variação nos últimos 12 meses é de 6,69%.

Analisando os itens que compõem a cesta, cinco dos treze produtos apresentaram aumento de preços em junho. Destacam-se a batata, que subiu 10,88%, a banana com 3,27%, o feijão carioca com 2,71%, o tomate com 2,21% e o pão francês com 1,34%. Por outro lado, outros oito alimentos tiveram redução nos preços, como o leite integral, com queda de 3,17%, o óleo de soja (-3,01%), o arroz agulhina (-2,20%), a carne bovina de primeira (-1,46%), a farinha de trigo (-1,15%), o açúcar cristal (-0,97%), a manteiga (-0,78%) e o café em pó (-0,39%).

No que diz respeito ao comprometimento da renda, a jornada de trabalho necessária para a aquisição de uma cesta básica em Campo Grande foi de 114 horas e 50 minutos em julho, o que representa um aumento de 40 minutos em relação a maio. Em comparação a junho de 2025, onde a jornada foi de 114 horas e 56 minutos, houve uma redução de seis minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, que é de R$ 1.621,00 após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o trabalhador precisou destinar 56,43% de sua renda para a compra da cesta básica. Em maio, esse percentual era de 56,10%, enquanto em junho de 2025 foi de 56,48%.

Em termos de comparação, o preço da cesta básica de Campo Grande é inferior apenas ao de capitais como São Paulo, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre, e, no que se refere à variação do mês, ocupa a 10ª posição entre as capitais do país.

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest