O dólar encerrou a sexta-feira, 10, cotado a R$ 5,10, marcando a terceira queda consecutiva da moeda americana. Este valor representa o menor fechamento desde meados de junho. O resultado é atribuído a um ambiente externo favorável para divisas emergentes, que se beneficiaram da redução do risco geopolítico, mesmo diante das incertezas no Oriente Médio. Além disso, o alívio inflacionário no Brasil, refletido na leitura do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, contribuiu para a valorização do real.
No início da tarde, a moeda norte-americana atingiu a mínima de R$ 5,0990 e, ao final do dia, apresentou uma queda de 0,28%, fechando a R$ 5,1084. Essa desvalorização do dólar corresponde a uma diminuição de 1,17% na semana e de 1,06% em julho, após um aumento de 2,38% no mês anterior. O desempenho acumulado no ano mostra uma queda de 6,93% da moeda em relação ao real.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA desacelerou de 0,58% em maio para 0,16% em junho, um resultado que ficou abaixo das expectativas que variavam em torno de 0,26%. A deflação nos preços de alimentos foi um dos principais fatores para essa desaceleração. A economista-chefe da Buysidebrazil, Andrea Damico, destacou que a composição do IPCA é mais favorável, com uma redução da inflação subjacente, o que reforça a expectativa de novos cortes na taxa Selic.
Paralelamente, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, apresentou alta ao longo da tarde, atingindo próximo a 101,000 pontos, após ter registrado mínima de 100,598 pontos. Apesar da leve elevação nos rendimentos dos Treasuries, a maioria das moedas emergentes, incluindo o peso colombiano, valorizou-se.
Os preços do petróleo também apresentaram uma leve queda, com o contrato Brent para setembro sendo negociado a valores inferiores aos US$ 80 por barril, preço alcançado na última quarta-feira. Em um contexto mais amplo, o presidente Donald Trump anunciou que o cessar-fogo com o Irã chegou ao fim, mas as partes concordaram em continuar as negociações de paz.
Francesco Pesole, estrategista de câmbio do banco ING, observou que a recente moderação nos preços do petróleo ajudou a melhorar o ambiente global. Ele enfatizou que a diminuição do risco geopolítico mantém a atenção voltada para os diferenciais de taxas de juros, que são favoráveis às divisas emergentes de alto rendimento.






