Dicas para uma alimentação saudável e segura para pets

A alimentação equilibrada é essencial para a saúde e o bem-estar dos pets. No mercado, há uma variedade de rações e petiscos, mas é importante que os tutores estejam atentos à composição dos produtos, uma vez que alguns ingredientes podem causar alergias e não fornecer os nutrientes necessários. A médica-veterinária Nathália Starek, CEO da Vidaá, ressalta que o primeiro item na lista de ingredientes é o que está presente em maior quantidade na fórmula. Para cães e gatos, a proteína de alta qualidade e digestibilidade é fundamental.

Nathália explica que, embora ingredientes como amido e fibras sejam importantes para a estrutura da ração e o trânsito intestinal, é necessário que estejam em equilíbrio. O uso excessivo de farinha de trigo, por exemplo, pode resultar em intolerância ao glúten, enquanto fórmulas que contêm muitos aditivos ou corantes podem agravar problemas gastrointestinais e dermatológicos em animais sensíveis. A escolha da fonte de proteína também merece atenção, pois o frango é frequentemente associado a reações alérgicas em cães, sendo recomendável optar por opções mais leves, como peixes e proteína de ervilha.

Além das proteínas, outros nutrientes são igualmente importantes, como fibras, ácidos graxos, prebióticos, vitamina E, ômega-3, ômega-6 e biotina. Ingredientes naturais, como própolis, chlorella e spirulina, podem contribuir para o aumento da imunidade e a melhora da função hepática, sendo recomendados para uma dieta equilibrada. A classificação das rações em standard, premium e super premium pode ajudar os tutores a identificar as opções mais saudáveis, sendo que as versões premium geralmente oferecem melhor seleção de ingredientes e maior digestibilidade.

A escolha entre alimentação natural e industrializada deve considerar a rotina da família, sempre buscando garantir refeições equilibradas. Em ambas as opções, pode ser necessário adicionar complementos alimentares para assegurar a saúde a longo prazo dos pets. Vale destacar que os petiscos também devem ser contabilizados na dieta, não ultrapassando 10% das calorias totais consumidas pelo animal.

Para evitar o consumo excessivo de farinhas, recomenda-se optar por peixes desidratados, como tilápia e merluza, além de iogurte natural congelado e gelatina incolor. Os sinais de que um animal pode não estar se adaptando ao alimento incluem fezes amolecidas, vômitos e coceiras. Nathália adverte que qualquer sintoma físico ou comportamental deve ser investigado, pois pode indicar problemas mais sérios que vão além da alimentação.

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