Após a paralisação de caminhoneiros no porto de Santos (SP) na última segunda-feira, dia 13, profissionais de Mato Grosso do Sul manifestaram que não pretendem interromper suas atividades e esperam pela votação da Medida Provisória nº 1.343/2026, conhecida como ‘MP do Frete’. Carlos Antônio Ecker, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Autônomos de Bens de Dourados e Região, destacou que a categoria não tem intenção de paralisar, afirmando que a pauta é baseada nas deliberações da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA).
Osny Bellinati, presidente do Sindicam-MS, também concordou que a paralisação não é uma opção neste momento e afirmou que a manifestação em Santos é parcial. Ele ressaltou que a categoria está aguardando até quarta-feira, dia 15, para uma decisão final. Bellinati expressou confiança na aprovação da MP do Frete, mas criticou a lentidão do Senado, que, segundo ele, estaria favorecendo grandes empresas em detrimento dos autônomos.
A derrubada da medida, , poderia impactar negativamente os valores pagos aos caminhoneiros, pois eliminaria a exigência de um piso mínimo estabelecido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e deixaria de garantir o pagamento pela volta do trecho sem carga. A CNTA, em nota oficial, manifestou preocupação com a crescente tensão na categoria, especialmente com o prazo de votação da MP, que se encerra na quinta-feira, dia 16.
A MP do Frete propõe a implementação de um piso nacional para motoristas de longa distância e inclui a anistia para multas aplicadas a caminhoneiros por bloqueios em rodovias após as eleições de 2022. Essa anistia foi uma alteração feita pela oposição durante a tramitação da proposta. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve colocar a MP em pauta, pois sua validade está atrelada ao prazo de 120 dias após a publicação.
A proposta, que foi enviada ao Congresso em março deste ano, já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em junho e agora precisa ser deliberada no Senado antes do recesso parlamentar, que começa no dia 18 de julho. Com isso, os parlamentares estão sob pressão para que a MP seja aprovada sem que retorne à Câmara, o que poderia atrasar ainda mais a sua validação.






