Ministério Público investiga ocupações irregulares na MS-141 por riscos à segurança

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) iniciou uma investigação sobre as ocupações irregulares ao longo da rodovia estadual MS-141, especificamente no trecho que liga os municípios de Ivinhema e Angélica. A ação faz parte da pauta de julgamento do Conselho Superior do MPMS e tem como foco avaliar a extensão das ocupações, a legalidade das construções e os impactos ambientais, além de analisar os riscos à segurança viária.

O inquérito civil foi instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Ivinhema, que busca reunir informações técnicas sobre a situação no quilômetro 81 da MS-141. O objetivo é identificar se há ocupações em desacordo com a legislação vigente e os possíveis danos à faixa de domínio da rodovia e às áreas ambientalmente protegidas.

A investigação também se propõe a determinar se as construções próximas à rodovia representam um perigo tanto para motoristas quanto para os moradores da região. Estruturas inadequadas podem comprometer a visibilidade e dificultar futuras obras de ampliação, aumentando o risco de acidentes em um trecho que é amplamente utilizado para o escoamento da produção agrícola local.

Caso sejam encontradas irregularidades, as consequências podem incluir a celebração de termos de ajustamento de conduta, recomendações para órgãos públicos ou até mesmo o ajuizamento de uma ação civil pública. Isso visa garantir a desocupação das áreas problemáticas e a recuperação ambiental, quando necessário.

A MS-141 é considerada uma rodovia estratégica no Vale do Ivinhema, essencial para o transporte da produção agropecuária e industrial da região. O tráfego intenso de caminhões, máquinas agrícolas e veículos de passeio torna prioritária a preservação da faixa de domínio e a segurança, para mitigar o risco de acidentes e assegurar a mobilidade.

Nos últimos anos, o crescimento urbano e rural nas cidades vizinhas tem gerado uma pressão significativa sobre as áreas adjacentes às rodovias estaduais. Muitas vezes, as construções irregulares e ocupações em locais impróprios dificultam a manutenção das rodovias, aumentando os riscos para os usuários e causando impactos ambientais que podem demandar intervenção do poder público.

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