Após duas semanas internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) das Moreninhas, Rosilene Borges da Silva, de 45 anos, foi transferida para a Santa Casa de Campo Grande, onde recebeu alta no mesmo dia. Diagnosticada com suspeita de osteonecrose no quadril e no joelho, a paciente enfrenta dificuldades para caminhar, e a morfina administrada não tem sido suficiente para aliviar suas dores.
A transferência de Rosilene para a Santa Casa ocorreu após a divulgação do caso, que já contava com uma determinação judicial para que ela fosse atendida. Conforme relatos de sua nora, Sabrina Ramos, o encaminhamento foi feito no dia 13 de julho, mas devido à falta de ambulância, Rosilene foi levada ao hospital pela família no dia seguinte.
Na Santa Casa, a paciente passou por exames, incluindo uma tomografia, e recebeu morfina. Entretanto, foi liberada poucas horas depois. Segundo Sabrina, o médico que a atendeu informou que a Santa Casa não era o local adequado para o tratamento de Rosilene e que sua presença ali se devia à decisão judicial. A família questiona a falta de encaminhamento para o Hospital Universitário, onde Rosilene já realizava acompanhamento.
A nora expressou sua indignação ao comentar que, apesar das informações sobre a gravidade do caso dadas verbalmente pelo médico, o prontuário indicava que o quadro não apresentava gravidade. "Como pode afirmar que não é grave se ela não consegue nem ficar em pé?", indaga Sabrina, ressaltando que essa anotação prejudica a busca por uma nova vaga hospitalar.
Após a alta Na Santa Casa, Rosilene foi encaminhada novamente para a UPA Universitário, onde permanece à espera de uma nova vaga para dar continuidade ao tratamento. A paciente continua sem conseguir caminhar, dependendo de uma sonda e recebendo medicação constante devido às fortes dores que enfrenta. A reportagem buscou esclarecimentos junto à Santa Casa de Campo Grande sobre os critérios que levaram à alta e o registro médico que indica que o quadro não era considerado grave, mas ainda aguarda resposta.





